Roteiro para Formação Sindical Um Olhar Sobre a ALCA e o MERCOSUL Os Processos Econômicos e os Interesses de Gênero Alma Espino Soledad Salvador ..-.-.# .# .# .-. # -. # -. # -. . . . . -. . . -. . . -.( -. -( ( ( -( -( ( ( -( -)) -. ) -)) -. )) -. ) ... .. !.. ! . ! .. ? .. ? . ’ .. ’ . ’ .. ’ . ----!!!,,, ######...... . .. . (. ( (( ( ( (( ( ) )) )) ) )) .. . .. .. . .. . .. . .. .-------------------------P ROGRAMA R EGIONAL S INDICAL F RIEDRICH E BERT S TIFTUNG Plaza Cagancha 1145, piso 8 Casilla 10578, Suc. Pluna e–mail: fesur@fesur.org.uy http://www.fes.sindical.org I NTERNACIONAL DE S ERVIÇOS P ÚBLICOS BP 9, F–01211 Ferney–Voltaire Cedex, Francia Tel:+33(0)450406464 – Telefax:+33(0)450407320 e–mail: psi@world–psi.org http://www.world–psi.org Escritório Regional da ISP 733 15th St. N.W. Suite 324 US Washington DC 20005, USA Tel:+1(202)8240880 e–mail: psiamericas@igc.org Secretaria Subregional ISP–Cone Sul Las Nieves 3477, Dpto. 95, Vitacura, Santiago, Chile e–mail: ispconosur@manquehue.net http://www.world–psi.org No Brasil: e–mail: ispbrasil@uol.com.br Tradução do espanhol ao português: Irene Sinigaglia Didice Godinho Delgado ....... # .. # . # . # . # # . .. .. . .. . .( . (( ( ( ( . (( ( . )) . ) . )) . ) ! )) ! .. ! . ? .. ? . ’ .. ’ . ’ .. ’ .. . .. . -! -! ! , , , -----------------######..........(.(((((((()))))))).................-----Realização gráfica integral: www.gliphos xp.com Depósito Legal: 330.920/03 Í n di ce -----------------------------....-.-.-.# .# .-. ## -. ## -. ## -. ## .# . . .# . . . . . .. . . ... -. .. .. (. -.. (. .( -(( .( ( ( (( ( (( -(( ) () () )( -)) ) ))) ) ). ) . .) . . ).) .. .. . .. . .. . . . .. . . . .. ? . . ... ?. .. ’ .. . .. ’ . . .. ’ . . -. ’. .-. . .. --. -. -. ! --! -! ! -! ? ! ? -,’ -, ’ -, ’ -’ ------------! ! !,,, .-------------.............-....!!!??’’’’--------!!!,,, Introdução.................................................................................... 5 Apresentação................................................................................. 79 T EMA 1. Macroeconomia, comércio internacional e gênero.................... T EMA 2. Acordos de livre comércio: ALCA [Área de Livre Comércio das Américas].............................. 17 T EMA 3. Os serviços na economia mundial...................................... 2227 T EMA 4. Acordos regionais: o M ERCOSUL .......................................... 39 T EMA 5. Propostas das organizações de mulheres e a sociedade civil........................................................... T EMA 6. Argumentos para as propostas a partir de uma perspectiva de gênero............................... 45 Leituras complementares............................................................. 47 Glossário.................................................................................... 55 Siglas........................................................................................ 5589 Bibliografia recomendada............................................................. I nt roduç ã o -----------------------------....-.-.-.# .# .-. ## -. ## -. ## -. ## .# . . .# . . . . . .. . . ... -. .. .. (. -.. (. .( -(( .( ( ( (( ( (( -(( ) () () )( -)) ) ))) ) ). ) . .) . . ).) .. .. . .. . .. . . . .. . . . .. ? . . ... ?. .. ’ .. . .. ’ . . .. ’ . . -. ’. .-. . .. --. -. -. ! --! -! ! -! ? ! ? -,’ -, ’ -, ’ -’ ------------! ! !,,, .-------------.............-....!!!??’’’’--------!!!,,, O Programa Regional Sindical(PRS) da Fundação Friedrich Ebert(FES), com sede em Montevidéu, Uruguai, prioriza no seu trabalho a análise, formação e discussão dos temas globais e regionais que afetam o mundo do trabalho e os atores sindicais da América Latina e o Caribe. A região interamericana da Internacional de Serviços Públicos(ISP), que representa os interesses das e dos trabalhadores do setor público nos seus distintos âmbitos, reúne 130 organizações sindicais em 34 países. Entre seus objetivos destacam–se sua campanha por serviços públicos de qualidade, sua campanha pela eqüidade salarial e a luta contra a privatização. Ambas as instituições têm como um dos seus principais eixos alcançar a igualdade de oportunidades e direitos entre homens e mulheres. Como decorrência surge a preocupação com a análise do impacto dos processos econômicos globais sobre o gênero. Esta publicação combina a análise dos processos econômicos ALCA e MERCOSUL e seu impacto do ponto de vista de gênero. Nesse sentido pode ser um instrumento para a formação sindical. 5 ] 3 < 9 /#@ .... das mulheres dos diferentes países da região do Cone Sul. Portanto, a Comissão de Mulheres reitera a necessidade de: Fortalecer a integração regional de trabalhadores e trabalhadoras no M ERCOSUL , aprofundando os princípios fundamentais de justiça social e igualdade. Implementar a representação sindical eqüitativa de homens e mulheres em todos os âmbitos formais do M ERCOSUL de que participa a Coordenadora. Ratificar o acordo de incorporação de cláusulas explícitas que sancionem a discriminação e que promovam a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres em todos os Convênios Coletivos Supra–nacionais e Setoriais. Reiteramos a necessidade de transversalizar as políticas de igualdade de oportunidades e a incorporação da perspectiva de gênero e de raça em todas as políticas setoriais e gerais que elabore a Coordenadora. Exigimos da Cúpula Sindical que se combata qualquer tipo de flexibilização dos direitos das mulheres relacionados com os Convênios da OIT. Criação e fortalecimento das instâncias tripartites de igualdade de oportunidades no emprego, no marco de diálogo social de cada país. Assegurar a participação das mulheres na educação e capacitação em todos os acordos de formação supra–nacionais que se estabeleçam no M ERCOSUL e particularmente a participação na formação sindical.» ] gualdade de fato, se paralelamente não se empreendem ações por parte dos governos e outros organismos competentes que tendam a compensar os efeitos prejudiciais que resultam de atitudes, comportamentos e estruturas da sociedade. Nossa Comissão de Mulheres busca todas as formas de realizar ações positivas em favor da igualdade, e para isso torna–se fundamental: Articular com atores sociais e políticos comprometidos em estabelecer a igualdade de tratamento e oportunidades entre homens e mulheres; Capacitar dirigentes sindicais(homens e mulheres) para sensibilizá–los nos temas gênero, raça e etnia e incentivar a luta; Apoiar e incluir a perpectiva de gênero, raça e etnia em todas as pesquisas com a finalidade de visualizar–se as diferentes formas de discriminação; Publicar todos os dados possíveis sobre a desigualdade e difundir as situações nas quais se luta para sua superação; Organizar eventos regionais e articular com as companheiras da Comunidade Andina e da União Européia; Continuar com nossas contribuições para construir uma nova cultura sindical; Promover entre as mulheres uma maior participação na vida sindical. Para isso é necessário que fortaleçamos o funcionamento da Comissão, que tenhamos capacidade de resposta e de proposta, que frente aos novos desafios sejamos capazes de articular esforços, fortalecer a unidade, apoiar redes e aqueles movimentos afins com a finalidade de potencializar as ações.» a liança Social Continental(ASC) ○○○○○○○○○○○○○○○○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Durante uma reunião de três dias em agosto de 2002, o Comitê de Gênero da ASC discutiu e elaborou uma estratégia com linhas de ação e definição e estabelecimento da estrutura organizativa do Comitê de Gênero. Participaram representantes de redes internacionais de mulheres, organizações de mulheres, sindicatos, organizações não–governamentais e ambientalistas de distintos países. O objetivo da reunião consistiu em fortalecer o enfoque de gênero e a presença das mulheres na Aliança Social Continental. 4 < 1 /#@ .... O Comitê de Gênero da ASC diz: Não à ALCA! Outra América é possível. Agosto de 2002. «... estabeleceu posição de consenso sobre a participação das mulheres de forma ativa e propositiva na Consulta Continental sobre a ALCA, que a Aliança Social Continental promove em todo o Hemisfério, e a realização de ações concretas por país em função de gerar debate nos países que estavam representados neste Encontro, com o fim de abrir espaços e projetar o debate a partir da perspectiva de gênero, visibilizando o impacto que os processos de integração econômica, militarização, migrações, etc. geram sobre as mulheres. Com todos esses argumentos, intercâmbios de experiências de luta das diferentes expressões organizativas de cada um dos países que participaram no referido Encontro, a ALCA é recusada pelas mulheres, as quais não estão dispostas a continuar sofrendo os impactos da globalização e da expansão comercial norte–americana. Declaração da Aliança Social Continental ante a Declaração Ministerial de Quito. Novembro de 2002 «... O processo de negociação não considera tudo o que está relacionado com a necessidade de implementar avaliações de impactos sociais levando em conta temas relacionados a direitos humanos, saúde reprodutiva, impactos sobre as mulheres, comunidades indígenas, desenvolvimento sustentável, temas que a sociedade civil reclama nos níveis regional, hemisférico e multilateral...» ] 4 < 3 /#@ .... a livre circulação, intercâmbio e desenvolvimento cooperativo das pessoas, as idéias, os bens materiais e culturais e os recursos tecnológicos e financeiros, em um contexto de sustentabilidade ambiental e eqüidade social e regional. Exigimos a democratização dos debates e da tomada de decisões econômicas como um requisito indispensável, ainda que não suficiente, para desenhar novas regras justas e sustentáveis sobre investimento, meio ambiente e trabalho num contexto que leve em conta os interesses dos e das cidadãs, já que não só devemos aprovar a orientação econômica e social no âmbito hemisférico, senão participar em seu desenho, implementação e avaliação. ...Reconhecer que as normas trabalhistas e outras medidas que melhorem o bem–estar não podem depender do jogo do mercado, incluindo disposições que garantam os direitos elementares dos e das trabalhadoras, que ofereçam assistência apropriada para abrandar os efeitos negativos dos ajustes produto da abertura dos mercados, e que promovam a melhoria das condições de trabalho e padrões de vida dos trabalhadores e trabalhadoras e suas famílias. Criar um grupo de trabalho sobre assuntos trabalhistas e sociais como parte das estruturas de negociação da ALCA, com participação tripartite, que permita negociar normas básicas em matéria trabalhista para as Américas, incorporando os avanços em matéria de protocolos sociais já concretizados em outros acordos de integração, como o M ERCOSUL .»