Publications of the FoundationA agenda política e as "guerras culturais" para evangélicos e católicosTitle
Bibliographic Metadata
- TitleA agenda política e as "guerras culturais" para evangélicos e católicos
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- Corporate name
- Published
- Description12 Seiten : Diagramme
- LanguagePortuguese
- Series
- Document typePrint
- Topics
- Geographicals
- ISBN978-85-9565-033-6
- URN
- The document is publicly available on the WWW
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No Brasil existe, hoje, um clima de �guerras culturais�, devido à crescente centralidade no debate público de temas morais como o aborto, a legalização das drogas, o aumento de penas para criminosos, direitos das mulheres, punitivismo, valores religiosos, racismo, família ou o casamento homoafetivo e os direitos LGBT. Nesse texto, expomos o resultado de duas pesquisas focalizadas no público católico e evangélico na base de um questionário com o objetivo de entender a adesão das populações investigadas a essas temáticas morais. Escolhemos a Marcha para Jesus e a peregrinação para o Santuário da Virgem Nossa Senhora de Aparecida. Constatamos que o �rosto� do Brasil está mais representado na Marcha para Jesus do que nas manifestações das mobilizações políticas polarizadas ou em Aparecida. Os jovens, por exemplo, não estão nas manifestações da polarização, mas estão na Marcha para Jesus. A Marcha expressa um certo conservadorismo típico da sociedade brasileira que é um pouco equilibrado por algumas poucas posições mais progressistas. A grande presença de jovens no evento talvez explique a adesão à opiniões feministas, principalmente. Dentre os evangelicos entrevistados, uma maioria de 76,9% se disse não se identificar com nenhum partido político. A confiança em legendas como o PSC (1,2%) e o PRB (0,4%), principais partidos dos políticos evangélicos, é surpreendentemente baixo. A Bancada Evangélica é pouco conhecida e pouco considerada como representativa entre fiéis presentes na marcha. Apenas 20,05% afirmaram que a bancada os representa. Dentre os católicos, assim como os evangélicos, a maioria se define como conservadora: 39,6% como muito conservadores e apenas 19,3% como nada conservadores. Sobre a intenção de voto para 2018, os votos nulos e brancos são os primeiros colocados, seguidos de Lula e Bolsonaro, como nas pesquisas nacionais.