Publications of the FoundationAgronegócio um negócio globalTitle
Bibliographic Metadata
- TitleAgronegócio um negócio global
- Author
- Corporate name
- Published
- Description1 Online-Ressource (18 Seiten : Diagramme
- LanguagePortuguese
- Series
- Document typePrint
- Topics
- Geographicals
- ISBN978-65-87504-22-3
- URN
- The document is publicly available on the WWW
- Reference
- Archive
A estratégia de acumulação capitalista no território rural, amarrada por uma estrutura financeira, desdobra-se na dependência da produção nacional como parceira menor do capital estrangeiro nos processos de suprimento de insumos, de produção de bens naturais, de distribuição e comercialização e até na mercantilização da terra. Com o governo operando de forma precisa na reorganização da agricultura, o agronegócio foi impelido em direção à captura das vantagens comparativas de bens naturais e da renda da terra, sem mais vínculo com a indústria: retornou ao modelo primário exportador. O Estado foi um plexo condensador da reprodução do capital e das exigibilidades do processo de acumulação, envolvendo uma complexa trama entre o executivo, o parlamento e o agronegócio, em conluio com a mídia. A ação estatal resultou na participação débil das empresas nacionais nos mercados agrícolas internos e externos; na especialização produtiva em função do mercado mundial de commodities; na expansão do progresso técnico via importação; na acumulação de capital por meio da produção de bens intensivos em recursos naturais e não mais da inovação técnica. E, ainda, não teve contrapartida na sustentabilidade ambiental, com a dilapidação dos recursos naturais; na questão do emprego, com a redução no número de pessoas ocupadas, e as relações de trabalho configuraram uma forma de exploração degradante, com o trabalho humano exposto a riscos pelo manejo do agrotóxico, intempéries climáticas e doenças osteomusculares. Do ponto de vista territorial, os frutos do agronegócio, associado ao grande capital global, não levaram ao desenvolvimento rural; pelo contrário, a riqueza foi apropriada privadamente e os problemas agrários e ambientais socializados com a nação, acentuando os traços estruturais do subdesenvolvimento e da dependência nacional. À vista disso, o panorama fatídico do establishment do agronegócio, que o artigo procurou revelar, deve ser enfrentado, retificado e transformado, tendo como efeito indutor a homogeneização social e a sustentabilidade dos recursos naturais.