BRASIL ANÁLISE Nº 3/2015 Organizando dentro e ao longo de cadeias de valor: o que isso significa para os sindicatos? Michael Fichter S ETEMBRO DE 2015 As empresas transnacionais(ETNs) têm se beneficiado enormemente de subsídios ao investimento, incentivos fiscais e mercados de trabalho desregulamentados. Hoje, elas dominam a economia global, controlando cerca de 80% do comércio mundial, entre operações próprias e as de seus parceiros de negócios organizados nas cadeias globais de valor. Essas “teias de poder”, construídas e dirigidas globalmente, fragmentaram o local de trabalho e tornaram-se as fábricas do século XXI. Os sindicatos precisam de abordagens novas e corajosas para combater o poder das empresas transnacionais. Para proteger os direitos dos trabalhadores e representar seus interesses fundamentais neste mundo globalizado, os sindicatos precisam assegurar sua base de poder local e nacional por meio de conexões transfronteiriças dentro e ao longo das cadeias globais de valor. Organizar-se dentro e ao longo de cadeias de valor não é demandar a construção de novos“sindicatos de cadeia de valor”. É reconhecer e aproveitar as oportunidades que são ofertadas por esse contexto maior: melhores ideias para a formulação de políticas sindicais, maior solidariedade e maior poder para organizar e negociar acordos coletivos. Isso exigirá sérias reavaliações das estruturas organizacionais e das alocações de recursos. E exigirá a definição de novas prioridades e a formulação de meios para fortalecimento da cooperação sindical. As estratégias para ação transnacional devem ser construídas a partir da formação de redes baseadas na cooperação, na confiança e em regras e responsabilidades definidas.
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Organizando dentro e ao longo de cadeias de valor : o que isso significa para os sindicatos?
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