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Opções para fortalecer a governança tributária global
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BRASIL PERSPECTIVAS 10/2017 Opções para fortalecer a governança tributária global Wolfgang Obenland M ARÇO DE 2017 A importância da cooperação global em questões tributárias tem se mostrado cada vez mais evidente. comprovação de que tanto países do Norte global quanto do Sul global oferecem tratamento pre­ferencial a estrangeiros: tanto pessoas físicas quanto grandes empre­sas transnacionais vêm se utilizando de um sistema global de taxação transfronteiriça fragmentado e incoerentemente regulado a fim de evadir e/ou elidir impostos. As somas perdidas montam a centenas de bilhões anualmente. Os esforços mais recentes para conter as perdas decorrentes da erosão da base tributária e da elisão e evasão fiscais vêm ocorrendo no âmbito da OCDE notadamente, o sistema de combate à Erosão da Base Tri­butária e à Transferência de Lucros(BEPS, do inglês Base Erosion and Profit Shifting ) e omarco inclusivo para sua implementação bem como por meio de reformas nas Nações Unidas e pela criação de uma Plataforma de Colaboração Tributária entre as instituições de Bretton Woods, a OCDE e a ONU. Entretanto, persistem as deficiências da governança tributária global seja no âmbito institucional seja com relação a questões substantivas. Por exemplo, ainda não nenhum organismo de caráter universal que possa discutir questões que são de particular importância para os países do Sul global, tais como a tributação sobre a extração de recur­sos, a competição tributária e os regimes tributários preferenciais, ou os princípios da residência e da fonte. Para sanar essas deficiências, é necessário que as instituições existentes sejam mais bem desenvolvidas ou que novas instituições sejam cria­das, ou ambas alternativas. De qualquer modo, um novo organismo teria que desempenhar certas funções e atender critérios particulares concernentes à sua composição. Este trabalho formula opções sobre como se atingir isso.