BRASIL NOTAS Nº 13/2017 Partidos políticos e tecnologia Maria Florencia Polimeni Tradução de Henrique Carlos Parra Filho O UTUBRO DE 2017 O projeto político do Partido de la Red esteve atravessado, desde a sua fundação, pela tecnologia, como o nome indica. Acreditávamos que a Internet iria democratizar tudo que se colocasse em seu caminho, que iria acelerar o acesso à informação, melhorar a participação, que nos permitiria organizar a nós mesmos mais facilmente, deliberar melhor, pensar coletivamente. Nestas linhas usarei a primeira pessoa do plural de maneira absolutamente caprichosa. Vou usá-lo não porque procure assumir a representação de qualquer grupo social, mas porque eu entendo que somos sujeitos tomados por várias lealdades e identidades difusas no momento. É, então, minha aspiração, através deste texto pretensioso, contribuir para este caos e usá-lo em favor da retórica para que possamos sentir empatia com um outro excluído e nos persuadirmos a agir frente a algumas questões urgentes. Feito este esclarecimento digo, então: O projeto político do Partido de la Red esteve atravessado, desde a sua fundação, pela tecnologia, como o nome indica. Naquela época, entendemos que, no contexto de esgotamento da democracia representativa, tal como a conhecemos no continente, com as classes dirigentes deslegitimadas e um movimento global de multidões indignadas, a tecnologia vinha para nos trazer de bandeja uma ferramenta fundamental para resolver os problemas prementes do sistema político.
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