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Os cuidados no Brasil : mercado de trabalho e percepções
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24 Fonte: IBGE/ PNAD-C(2020), microdados, elaboração própria. Nota: Nesta análise utiliza-se a variável sexo como adota o IBGE. 1.1.2 Mudanças nos arranjos familiares A ideia de família foi, até bem recentemente, associada ao modelo de um casal heterossexual, cabendo ao homem o lugar de chefe e provedor da família e à mulher os cuidados com os/as filhos/as e a família. Todavia, nas últimas décadas este padrão foi questionado e novos arranjos familiares emergiram na sociedade. Seja pela separação entre sexualidade e reprodução, possibilitada pelo uso da pílula contraceptiva e de novas práticas sexuais, seja porque novas convenções sociais de gênero abalaram a separação homem provedor versus mulher cuidadora. Mais escolarizadas, principalmente a partir dos anos 1970, as mulheres foram em grande número ao mercado de trabalho e penetraram em outras esferas de participação social (BANDEIRA; MELO; PINHEIRO, 2010, p. 110). Emergiram novas formas de família, que mesmo sem a união conjugal estável, mantém os/as filhos/ as como uma real referência afetiva(ARAÚJO; PICANÇO; CANO, 2019, p. 14). Novos padrões de nupcialidade têm surgido, também no Brasil. Os