71 das indígenas elas correspondem 6,3%; 4,7% das amarelas, 2,8% das pardas; 2% das brancas e 1,4% das pretas. Em relação às mulheres aposentadas, ou seja, que possuem uma renda fixa e estável, 74% delas eram mulheres brancas, sendo que elas representam 24,6%. Dentre todas as aposentadas, as mulheres negras representam 24,4% e eram 13,5% dentre todas as mulheres negras respondentes. Esses dados reforçam a importância das análises com recorte de raça ou cor para a definição das políticas públicas, quando se pretende uma redução das desigualdades raciais(gráfico 16). Ainda sobre a inserção das mulheres no mercado de trabalho, vale um olhar sobre a difícil conciliação entre família e trabalho. Como historicamente as mulheres são as responsáveis por conciliar os cuidados com a família e o trabalho remunerado, esta pesquisa teve preocupação em analisar especificamente a participação no mercado de trabalho do grupo de mulheres com filhos/as menores de 14 anos. O resultado é que a maior porcentagem, 37,6% delas, trabalhava no setor público; 18,4% tinham trabalho com carteira assinada, 13,4% trabalhavam por conta própria e 11,2% estavam desempregadas. Com relação aos homens na mesma condição, sua condição em relação ao mercado de trabalho era relativamente mais positiva, sendo que 32,7% trabalhavam no setor público; 33,6% estavam em um trabalho com carteira assinada, 18,7% trabalhavam por conta própria e 5,6% estavam desempregados. 2.1.10 Rendimentos e situação de moradia Em relação aos rendimentos declarados pelas pessoas respondentes, 11,3% não tinham renda no momento da pesquisa, percentual que corresponde aos desempregados/as e donas de casa. Por outro lado, quase a metade das/os participantes, 48,4%, declararam ter
Druckschrift
Os cuidados no Brasil : mercado de trabalho e percepções
Entstehung
Einzelbild herunterladen
verfügbare Breiten