127 Em relação aos homens com crianças menores de 14 anos, 51,5% dos respondentes deste grupo afirmaram ter tido algum problema emocional, sendo, por ordem decrescente de preferência, estresse emocional, cansaço, tristeza, insônia, agressividade, distúrbio alimentar, palpitação. Dentre os que preferiram relatar outros sintomas, o mais citado também foi a ansiedade. Na medida que contamos com 54 homens respondentes para esta questão e foram citados 183 problemas emocionais por eles, chegamos a uma média que cada homem com filhos/as menores de 14 anos obteve pelo menos 3,4 problemas emocionais durante a pandemia. A média geral para todos os homens participantes da pesquisa foi 3,5 problemas emocionais por pessoa, um equilíbrio entre problemas relatados pelos homens sem e com filhos/ as menores. Comparando os dois grupos de mulheres e homens com crianças menores de 14 anos, as mulheres, relativamente, tiveram mais problemas emocionais que os homens. Do grupo de mulheres segundo raça ou cor, 76,2% das negras, 71,8% das pardas, 73,2% das brancas, 67,6% das amarelas e apenas 27,3% das indígenas tiveram algum problema emocional. Novamente pode-se destacar um resultado mais positivo entre as indígenas, o que corrobora a observação anterior sobre ser este um grupo mais solidário. 3.8 O que dizem as entrevistas? A pesquisa previu inicialmente realizar 21 entrevistas com pessoas de distintos gêneros/sexos, mas algumas já convidadas desistiram e não foi possível substituí-las no prazo da realização da pesquisa. Apesar disso, tivemos êxito em fazer uma escuta pelas diferentes raças ou etnias presentes no Brasil do século XXI, conscientes de que a centralidade da raça é a chave para a compreensão das desigualdades nacionais e latino-americanas(SEGATO, 2021, p. 21). As entrevistas pontuam o tema dos cuidados na sociedade brasileira, na medida que esta
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Os cuidados no Brasil : mercado de trabalho e percepções
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