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Os cuidados no Brasil : mercado de trabalho e percepções
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139 4. Considerações finais e recomendações A pandemia de COVID-19 começou como uma crise sanitária e se tornou uma crise econômica e social, com efeitos severos sobre a economia e o mercado de trabalho, contribuindo para a amplificação das desigualdades e da pobreza em todo o mundo. A necessidade de isolamento social desnudou a pauperização da população mundial, fruto sobretudo de políticas de austeridade neoliberais adotadas na maioria das economias desde meados dos anos 1980. As características especiais da crise da pandemia de COVID-19 impuseram o isolamento social para o controle do contágio e a redução de mortes, enquanto não se dispunha de remédios apropriados nem de cobertura vacinal significativa. Foi necessário o fechamento de escolas e creches, centros de atendimento sociais a pessoas idosas e com deficiências, além das empresas cujo produto ou serviço fosse considerado não essencial. O alargamento do prazo de isolamento e a clara percepção de que seriam necessários desenvolvimentos de novos conhecimentos científicos(novas vacinas e medicamentos apropriados) para o efetivo controle da doença, demonstraram a necessidade da intervenção de políticas públicas para sustentar a economia, a fim de garantir a sobrevivência do máximo de pessoas, empresas e postos de trabalho.