A distinta estratégia de transição energética quando a major francesa realizou a sua primeira grande fusão no ramo de renováveis, com a aquisição do controle da fabricante de células solares norte-americana SunPower, por US$ 1,4 bilhão. A entrada no mercado solar dos Estados Unidos foi um indicativo de que a TotalEnergies estava adotando uma postura mais agressiva nos seus negócios em relação a energias renováveis, sobretudo no que diz respeito à solar e biomassa. A partir de 2010, estendeu a sua expertise em biocombustíveis para além do continente europeu, quando comprou participação na startup norte-americana Amyris, especializada no desenvolvimen to de biotecnologias de transformação para açúcar e biocombustíveis. Outras empresas de renováveis foram incorporadas aos negócios da TotalEnergies nos anos seguintes. Em 2016, a empresa entrou no segmento de armazenamento energético. Naquele ano, comprou a centenária fabricante francesa de baterias Saft por US$ 1,1 bilhão, e adquiriu a concessionária belga de energia verde Lampiris por US$ 224 milhões. Com a compra dessas duas empresas, tornou-se automaticamente a líder internacional no mercado de baterias de lítio, uma peça importante no quebra-cabeças da companhia que pretende ser uma das gigantes no se tor de abastecimento elétrico para veículos, indústrias e residências nos próximos anos. Por essa razão, no ano seguinte, a TotalEnergies adquiriu o controle da Eren, empresa francesa com grande experiência na geração de ener gia limpa, especializada no desenvolvimento de projetos de energia solar, eólica e hidrelétricas. Com forte presença na Europa, mas em franca ex pansão nos países da América Latina, África e Sudeste Asiático, a TotalEnergies Eren possui um parque elétrico com geração de energia renovável com potencial superior a 2,8 gigawatts. Por fim, em 2018, a petroleira adquiriu a Quadran, companhia integrada para fornecimento de energia renovável no mercado varejista francês, mas que também atua em outros segmentos, como o de fabricação de unidades de transformação de bio massa e biogás e o de geração via turbinas eólicas. A partir de 2019, a gigante passou a se interessar verdadeiramente por energia eólica, quando adquiriu a Vents d’Oc, especializada em pla nejamento e instalação de parques eólicos onshore na França. Em 2020, comprou a GWP(Global Wind Power), uma desenvolvedora de turbinas 61
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Transição energética : geopolítica, corporações, finanças e trabalho
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