Sammelwerk 
Transição energética : geopolítica, corporações, finanças e trabalho
Entstehung
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José Sergio Gabrielli de Azevedo e Rodrigo Pimentel Ferreira Leão econômicos de saúde e educação, assistência social e serviços, consistin ­do principalmente em mulheres, imigrantes e negros, sem organização sindical forte, com locais de trabalho dispersos e relações contratuais precárias. Embora não ocupem os principais postos dos setores de ener­gia, as mudanças relacionadas à transição da matriz energética podem influenciá-los. Mesmo que considerados um tipo deemprego verde, Battistoni (2017) lembra que os pink collars ainda têm uma dependência das ener­gias fósseis por conta da sua relação altamente rudimentar com seus empregadores. Além disso, analisando o caso norte-americano, a autora lembra que a questão da transição energética não está nocentro de suas reivindicações, mas sim a melhora das condições, remuneração, seguran ­ça, entre outros. , em certa medida, uma sincronia entre a transição ecológica e os pink collars , mas isso não significa que essas duas categorias sejam necessariamente alinha­das. O care work pode ser considerado de baixo car ­bono mas isso não significa que as indústrias que dependem dele o sejam. Os trabalhadores da hotela­ria, por exemplo, são altamente sindicalizados, mas a indústria hoteleira, dependente como está de panfle ­tos frequentes, sofreria sem combustíveis fósseis. Em Las Vegas, existe a organização dos trabalhadores dos serviços, mas dificilmente é um modelo para um mun ­do ecologicamente sustentável[principalmente pelas prioridades de seus empregadores][]. o McDonalds e a Forever 21 não são muito mais ecologicamente de­fensáveis do que a ExxonMobil(Battistoni, 2017). A expansão do trabalho precário dos pink collars , e a extrema desi ­gualdade entre eles em relação a outros trabalhadores, indubitavelmente retiram da sua pauta de reivindicações a preocupação com a mudança energética e o meio ambiente. As ocupações dos green collars e pink collars tendem a crescer e não a diminuir numa sociedade pós-pandemia de baixo carbono. Estas rela ­ções de trabalho são precárias e pagam baixos salários, além de poucos benefícios sociais. Por isso, se a agendaverde dos trabalhadores orga ­89