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Transição energética : geopolítica, corporações, finanças e trabalho
Entstehung
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José Sergio Gabrielli de Azevedo çam a se voltar aos impactos que essa percepção de risco causa às deci ­sões de investimento e escolhas de tecnologias de baixo carbono. 5.2 Riscos ambiental e climático Uma coalizão de bancos europeus considera os riscos climáticos uma das maiores fontes de crises sistêmicas para o mundo financeiro, igualando os eventos extremos do clima à potencial desvalorização de ativos, associada a atividades que são intensivas em emissões de CO 2. Eles distinguem os ambientais poluição, qualidade da água, contaminação da terra, biodiversidade e desmatamento dos climáticos, que provocam eventos graves pelo aumento da temperatura média do planeta e que po­dem resultar em desvalorização de ativos por causa da transição energé ­tica necessária para evitar a continuidade do aquecimento. A coalizão dos bancos NGFS destaca que os riscos climáticos são es­peciais entre os estruturais porque: 1. Têm abrangência multisetorial e internacional, além de impac­tarem tanto os consumidores como os produtores, governos e cidadãos de geografias distintas. 2. Mesmo que não se possa projetar sua exata trajetória e datar seus principais eventos, suas consequências serão inevitáveis no futuro se a situação presente não mudar. 3. A irreversibilidade da acumulação de gases de efeito estufa na atmosfera e seus efeitos sobre o aquecimento se combinam com a necessidade de ações de curto prazo, para evitar que essa traje ­tória continue como está. Os banqueiros estão principalmente preocupados com as potenciais consequências que os eventos extremos do clima podem ter sobre a acu ­mulação de riqueza, provocando perdas que repercutem no sistema fi ­nanceiro e desencadeando crise sistêmica. Entre as recomendações deles está a maior transparência nas informações contábeis sobre os riscos cli ­máticos e as políticas que as empresas utilizam para combatê-los. O perigo de impairment dos ativos ameaçados por legislação am ­biental é discutido desde o início da década de 2010, com o Banco da In­glaterra sendo um dos primeiros bancos centrais a tratar especificamente 132