102 a média das regiões metropolitanas tem-se uma elevação de 43% no número de semanas despendidas na procura de um novo emprego, fenômeno comum a todas as regiões metropolitanas, exceto Salvador. Para a RMSP essa elevação é ainda mais significativa de acordo com a PED, chegando a 152%(Tabela 3). Tabela 3- Tempo médio de procura por emprego segundo as regiões metropolitanas e o Brasil. 1985, 1989, 1991, 1994, 1999 e 2001.(em semanas). Ano RJ SP BH PA RE SV Brasil RMSP 1 1985 n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. 1989 n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. 1991 13,4 13,2 9,5 11,7 13,8 18,1 13,3 1994 18,8 17,3 10,0 14,2 18,5 20,9 17,2 1999 23,5 26,0 13,5 22,3 18,1 23,0 23,0 2001 2 24,4 19,1 12,0 19,9 21,5 16,7 19,0 Var.% 1989/85 n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. n.d. 1999/94 25,0 50,3 35,0 57,0-2,2 10,0 33,7 2001/91 82,1 44,7 26,3 70,1 55,8-7,7 42,9 25,0 15,0 18,0 25,0 44,0 45,4 -40,0 76,0 152,2 Fonte: Elaborado a partir de IBGE e SEADE. 1- Refere-se a taxa calculada pela PED-SEADE/DIEESE. 2- Refere-se a período Jan-Mai. 4.2. Perfil da taxa de desemprego e dos desempregados. A evolução da taxa média de desemprego aberto segundo a atividade econômica mostra que, entre 1985 e 1989, a semelhança do que foi verificado para a taxa média de desemprego geral, houve decréscimo nas três atividades selecionadas. Assim, uma vez mais pode-se levantar a hipótese de que, durante o período de proteção tarifária e não tarifária à atividade produtiva durante os anos de 1980, a sensibilidade do emprego, em especial do emprego industrial, às flutuações dos nível de atividades era maior. Assim, entre 1985 e 1989, a taxa de desemprego aberto na Indústria de Transformação acusou queda de 25%. Nos Serviços e no Comércio essa redução foi ainda maior, de 31,6% e de 32,1% respectivamente(Tabela 4). Entretanto, após a abertura da economia, concomitante a articulada com a estabilização monetária após 1994, tem-se sensível piora das taxas de desemprego em todas as três atividades econômicas. Em primeiro lugar, cumpre assinalar que a Indústria de Transformação mostrava, em 1999, a maior taxa de desemprego, de 8,2%, seguida de perto pelo Comércio, 8,1%. Esse indicador permite identificar na elevação da produtividade do trabalho, ocorrida no setor secundário, uma causa adequada para a compreensão da rigidez ao aumento dos níveis de ocupação na indústria em períodos de expansão da atividade produtiva. Em segundo lugar, embora a taxa de desemprego nos serviços seja a mais reduzida, 6,1% em 1999, é essa atividade que amarga a maior variação da taxa de desemprego entre 1994 e 1999, cerca de 60%(Tabela 4). Concluí-se, então, que a taxa de desemprego segundo a atividade econômica é maior na Indústria de Transformação. Observa-se uma aproximação entre essa taxa e a taxa de desemprego no Comércio. Embora os Serviços exibam a menor taxa de desemprego em 1999, essa atividade foi a que mais elevou o índice de desocupação entre as três atividades analisadas.
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Mercados laborales y polıt́icas ocupacionales en el Cono Sur : estudios nacionales
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