Cabe ressaltar que uma queda mais consistente da pobreza somente pode ser viabilizada com políticas de geração de empregos, melhoria do poder de compra dos salários, especialmente do salário mínimo, expansão das políticas sociais, execução de políticas industriais e agrícolas, reforma agrária e redefinição das prioridades do gasto e do crédito públicos. Ou seja, as prioridades de política econômica do governo FHC devem ser alteradas de forma substancial. Além disso, faz-se necessário indicar a limitação dos indicadores de linha de pobreza como os apresentados acima. Eles resumem-se a um critério de avaliação de renda e não consideram os efeitos negativos do processo de sucateamento dos serviços públicos de saúde, educação, moradia e saneamento básico que caracterizou a sociedade brasileira durante os anos noventa. Bibliografia ANDREI, C.(2000). O Plano Real e o desempenho da inflação nos primeiros quatro anos. In: Gestão estatal no Brasil. Armadilhas da estabilização, 19951998. São Paulo: Edições FUNDAP.(Pp. 70-116). BACHA, E. L.(1995). Plano Real: uma avaliação preliminar. In: Revista do BNDES. v. 2(3), jun.,(Pp. 3-26). BAUMANN, R.& MUSSI, C.(1999). Algumas características de la economia brasileña desde la adopción del Plan Real. Temas de coyuntura. Nº 5. CEPAL. Disponível em: www.eclac.org.cl[capturado em 12 de janeiro de 2001]. BELUZZO, Luiz Gonzaga Mello& COUTINHO, Luciano.(1996). Desenvolvimento e inserção externa nos anos 90: uma crítica à visão de Gustavo Franco. São Paulo: mimeo, 16 Pp. CARDOSO, F. H.(1994). Exposição de motivos nº 395 In: Revista de Economia Política, v. 14, 2(54), abr./jun.,(Pp. 11431). CARNEIRO, R.(2000). Políticas liberais, estabilização e crescimento(uma avaliação do Plano Real). In: Gestão estatal no Brasil. Armadilhas da estabilização, 1995-1998. São Paulo: Edições FUNDAP.(Pp. 7-18). CARVALHO, C. E.(2000). As finanças públicas no Plano Real. In: Gestão estatal no Brasil. Armadilhas da estabilização, 1995-1998. São Paulo: Edições FUNDAP.(Pp. 196-236). DELFIM NETTO, A.(1999). Opções de política econômica. In: Economia Aplicada. V. 3, Nº. especial, mar.(Pp. 5-13). São Paulo: FEA-USP. FRANCO, G. H. B.(1993). Alternativas de estabilização: gradualismo, dolarização e populismo. In: Revista de Economia Política, v. 13, n. 2(71), abr/jun.,(Pp. 2845). MORAES de, A C.(1999). Plano Brasil Novo. In: Planejamento no Brasil II. Anita Kon(org.). São Paulo: Editora Perspectiva.(Pp. 167-94). NOVAIS, L. F.& PORTUGAL Jr., J. G. (2000). O Plano Real- Estabilização e mercado de trabalho. In: In: Gestão estatal no Brasil. Armadilhas da estabilização, 1995-1998. São Paulo: Edições FUNDAP.(Pp. 165-95). 111
Druckschrift
Mercados laborales y polıt́icas ocupacionales en el Cono Sur : estudios nacionales
Entstehung
Einzelbild herunterladen
verfügbare Breiten