às mulheres. Mas espera–se que este estudo possa contribuir para compreensão e identificação ainda maior dos elementos que levem à superação desta realidade. 5 Este esforço para o levantamento de dados sócio– econômicos com recorte de gênero na cidade como um todo, oferece elementos substanciais para a formulação de políticas públicas específicas dirigidas ao universo feminino, para a tomada mais criteriosa de decisões do governo e para orientar e sensibilizar as pessoas na busca de soluções para os graves problemas enfrentados pelas mulheres. 6 c onsiderações Finai s Ao longo destes anos de trabalho foi possível desenvolver ações que impulsionaram o desenvolvimento das áreas. Tornou– se possível um diálogo, nem sempre fácil, sobre as responsabilidades do poder público e da comunidade, afirmando a importância do processo participativo. Este conjunto de ações possibilita a ampliação dos olhares dos técnicos do poder público e dos representantes da comunidade, através das várias formas de organização que alimentam o gerenciamento participativo. Foi iniciado o processo de mobilização da comunidade, buscando garantir o envolvimento na elaboração e realização das atividades, a partir de reflexões coletivas sobre a relação das pessoas entre si, e destas, com o ambiente local. Reafirmou– se, no entanto, que para ter êxito nas ações, é importante uma vinculação entre o conjunto de atividades realizadas, reforçando propostas e ações que apontem soluções sócio–econômicas, políticas e educativas de maneira combinada, com um estreito relacionamento com outras perspectivas desenvolvidas pela e com a comunidade. Após a experiência foram apontadas como condições para a continuidade deste trabalho a necessidade de: a. Uma maior articulação entre os interesses da comunidade e do poder público, visando o fortalecimento do trabalho conjunto; b. Uma maior articulação entre os diversos setores do poder público, no sentido de explicitação das metas e objetivos, contribuindo na definição de interesses comuns; c. Fortalecer a inserção da perspectiva de gênero, raça e também do protagonismo juvenil no conjunto das atividades desenvolvidas; d. Buscar cada vez mais, políticas que atendam a demanda das mulheres e ao mesmo tempo que alterem as relações de poder; e. Considerar que a dimensão de gênero e raça na formulação das políticas públicas proporciona um melhor entendimento das necessidades da população; f. Falar de qualidade de vida é subsidiar a participação ativa das mulheres enquanto sujeito político; g. As políticas de geração de renda é estrutural para a equidade de gênero; h. É preciso implementar políticas universais junto com ações afirmativas, um investimento diferenciado para uma sociedade mais igual; i. Considerar a diversidade do universo feminino na formulação de políticas para as mulheres. Apontamos como perspectiva a continuidade no processo de coordenação do projeto, definições de atividades de sensibilização e capacitação dos técnicos e gestores em relação aos enfoques de gênero. O importante neste trabalho foi os gestores/as reconhecerem que as mulheres estabelecem uma relação muito próxima com o meio ambiente pelo seu perfil e papel imposto pela sociedade, bem como, pelas suas lutas históricas pela melhoria da qualidade de vida ambiental(poluição, saúde, água, saneamento, enchentes, entre outros). Neste sentido é de suma importância investir na continuidade das ações que favorecerá a educação e cidadania, estimulará as atividades de geração de renda, valorizando o saber feminino e garantindo o respeito e a qualidade do meio ambiente em prol da população. Quanto às cooperativas de mulheres, as empreeendedoras passaram a ter contato com outras pessoas e se relacionarem com gestores públicos, possibilitando um avanço no investimento pessoal e coletivo, através de cursos, seminários e reuniões, fazendo intervenções e propondo ações, como as mulheres que abriram seus negócios individuais através do empréstimo do Banco do Povo. Quanto à divulgação dos cursos de geração de trabalho e renda e/ou profissionalizantes, deve–se cuidar para que não haja direcionamento das mulheres na capacitação para profissões ditas femininas. A oferta deve estimular a todos e todas a qualquer curso, seja hidráulica, construção civil, culinária, artesanato, etc. A participação masculina nas discussões tem sido muito interessante, os homens já expressam os sentimentos de serem «homens»:« Homem tem que dá muito duro, se não for assim não é homem». A idéia de homem provedor, sendo homem somente aquele que tem emprego é um contraste com a realidade deles. Muitos se consideram menos homem quando desempregados, sem sexo ou« sem mulher». Alguns estereótipos são reforçados como a necessidade de beber para justificar a imagem de homem, a virilidade como marca sexual de ser homem e o exercício do poder como violência contra a mulher. 7 O filme utilizado com os homens« Minha Vida de João», foi bastante útil para provocar a reação destes participantes. Melhor do que um filme que já aponta as desigualdades entre homens e mulheres, este permite uma avaliação dos comportamentos 36 5 (Revista p. 38) 6 Revista p.3 – prefeito João Avamileno 7 Análise de Sérgio Barbosa – técnico do CES – ONG Centro de Educação para a Saúde – que desenvolveu o trabalho de Masculinidade e Cidadania.
Druckschrift
Fortaleciendo escenarios de encuentro : un paso más ; Unidad Temática de Género y Municipio, Unidad de Desarrollo Social, Unidad de Desarrollo Económico Local, Red de Mercociudades
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