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O Big Push Ambiental no Brasil : investimentos coordenados para um estilo de desenvolvimento sustentável
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BRASIL PERSPECTIVAS 20/2019 O Big Push Ambiental no Brasil Investimentos coordenados para um estilo de desenvolvimento sustentável Camila Gramkow J ANEIRO DE 2019 O Big Push Ambiental representa uma articulação e coordenação de po­líticas(públicas e privadas, nacionais e subnacionais, setoriais, tributárias, regulatórias, fiscais, de financiamento, de planejamento etc.) que alavan­quem investimentos nacionais e estrangeiros para produzir um ciclo vir­tuoso de crescimento econômico, gerador de emprego e renda, redutor de desigualdades e brechas estruturais e promotor de sustentabilidade. Assim, o Big Push Ambiental pode ser definido como um conjunto de in­vestimentos que produzam um ciclo virtuoso de crescimento econômico, geração de empregos, desenvolvimento de cadeias produtivas, diminuição da pegada ambiental e dos impactos ambientais, ao mesmo tempo em que recupera a capacidade produtiva do capital natural, tudo isso junto e ao mesmo tempo. O Big Push Ambiental está sendo construído dentro do arcabouço do pensamento cepalino e, dessa forma, é explicitamente volta­do para os problemas estruturais em particular relevantes para a região, tais como heterogeneidade estrutural, incorporação de progresso técnico e seus benefícios, especialização externa, altos níveis de desigualdades(social, de gênero etc.), dentre outras brechas estruturais do desenvolvimento. Ao ampliar as capacidades tecnológicas, o Big Push Ambiental contribuirá para soluções resilientes e de baixo carbono e para uma inserção externa mais diversificada e competitiva, construindo as bases para mais e melho­res políticas sociais. O Big Push Ambiental pode ser o eixo ordenador da trajetória para um estilo de desenvolvimento sustentável, e tornar-se motor de um ciclo virtuoso de desenvolvimento, sobretudo ao produzir maior e melhor crescimento econômico, uma vez que a economia não apenas cresceria mais, porém cresceria com redução de emissões de gases de efeito estufa, com alívio da restrição externa do crescimento de longo prazo e com redução de desigualdades e brechas estruturais.