ANÁLISE Nº 46/2018 Salário igual e divisão igualitária de poder Balanço do governo feminista na Suécia Hanna Beutler-Gross, Valeska Henze, Christin Skiera e Jana Windwehr N OVEMBRO DE 2018 A expansão do estado de bem-estar sueco foi baseada desde o início na força de trabalho das mulheres, de forma que questões de conciliação e justiça social – inclusive entre os gêneros – foram consideradas e negociadas já desde a década de 1930, podendo-se observar a implementação concreta de políticas logo no começo dos anos setenta. A igualdade de gênero era e continua sendo considerada tanto elemento essencial de uma sociedade justa na compreensão política da social-democracia, quanto condição necessária para o avanço de uma pequena economia nacional que deve se estabelecer no mercado internacional. O governo feminista contribuiu com a valorização simbólica da questão da igualdade, mas não chegou a explorar todas as possibilidades para uma distribuição igualitária de poder, influência e recursos. Ainda assim, foi possível estabelecer algumas medidas institucionais e estruturais interessantes como a introdução do orçamento de gênero[ genderbudgeting ], a obrigação das empresas de analisar suas estruturas salariais e a retirada dos estereótipos de gênero nos currículos escolares e das universidades, procurando não somente equilibrar a desigualdade entre os gêneros em curto e médio prazo, mas também provocar uma mudança significativa na cultura política em longo prazo.
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Salário igual e divisão igualitária de poder : balanço do governo feminista na Suécia
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