Publikationen der StiftungPolítica externa brasileiraTitel
Titelaufnahme
- TitelPolítica externa brasileira : subordinada, ideologizada e misógina
- Verfasser
- Körperschaft
- Erschienen
- Umfang1 Online-Ressource (11 Seiten)
- SprachePortugiesisch
- Serie
- DokumenttypDruckschrift
- Schlagwörter (LOCAL)
- Schlagwörter
- Geografika
- ISBN978-65-87504-11-7
- URN
- Das Dokument ist frei verfügbar
- Nachweis
- Archiv
A política externa do atual governo se baseia e se fortalece no processo de golpe que vivemos no Brasil desde 2016 e das tramas que o provocaram. Estas muito ligadas aos fios laçados entre os interesses norte-americanos na região e as novas lógicas econômicas determinadas pelo sistema financeiro internacional, utilizam para sua viabilização elementos neoconservadores que têm crescido no mundo ocidental. Nas últimas décadas a internacionalização crescente dos capitais nacionais, formando parte dos fluxos financeiros do sistema global, foi submetendo a economia brasileira à lógica rentista extrativista e provocando a desindustrialização paulatina do país. Estas mudanças econômicas foram promovendo transformações estruturais nas classes dominantes e, inclusive, sobre seus arranjos de poder com setores das ilegalidades. Essas classes financeirizadas irão desenhar o novo jogo político, incluindo agora uma aliança subordinada aos capitais internacionais e, em particular, aos capitais norte-americanos dominantes na região e suas empresas transnacionais com interesses no país. Assim, com a chegada de Bolsonaro percebeu-se que existia coerência nessa submissão aos interesses de EUA e no desmonte do estado brasileiro, para favorecer o investimento extrativista. Decididamente, nas últimas décadas as transformações na situação e status das mulheres na sociedade brasileira geraram mudanças profundas. O bolsonarismo soube captar a demanda por valores tradicionais e sentimentos reativos, catapultando os ressentimentos de uma masculinidade perdida e impotente frente ao seu novo papel social, de um racismo eivado de privilégios, de uma homofobia assustada e reprimida, buscando restaurar uma ordem patriarcal e racista, dialogando com uma base social em grande parte de militares, policiais e milicianos. O agressivo enfrentamento ao que chamam �ideologia de gênero�, que forma parte do conjunto que estas novas direitas ultraconservadoras amplificam e assumem no Brasil e no mundo, tem como alvo os direitos das mulheres a sua sexualidade, como também o papel econômico das mulheres. Tal enfrentamento busca reforçar as desigualdades de gênero e raça, para manter a exploração e também facilitar a precarização do trabalho e a privatização dos serviços públicos, dentre outros aspectos centrais para as propostas econômicas do atual governo.