Publications of the FoundationUtopias do trabalhoTitle
Bibliographic Metadata
- TitleUtopias do trabalho : desafios e perspectivas para o pós pandemia
- Author
- Corporate name
- Published
- Description1 Online-Ressource (7 Seiten)
- LanguagePortuguese
- Series
- Document typePrint
- Keywords (LOCAL);
- Topics
- Geographicals
- ISBN978-65-87504-13-1
- URN
- The document is publicly available on the WWW
- Reference
- Archive
O propósito deste artigo é indicar uma nova agenda que contribua para construir bases sociais de transformação. O texto parte do pressuposto de que a crise atual instalada pela pandemia tende a agravar tendências já em curso e deve acelerar processos de mudanças. A questão central que orienta a reflexão é a permanência de um excedente estrutural de força de trabalho com um avanço da precarização do trabalho. Sem um projeto de desenvolvimento que enfrente a insuficiência de ocupações será muito difícil mudar a realidade atual do trabalho. A análise tem como hipótese (i) o reconhecimento de que ocorreram profundas transformações no mundo do trabalho decorrentes das novas formas de produção e distribuição de bens e serviços, especialmente a partir da crise econômica dos anos 1970, quando se consolidou um novo padrão de acumulação baseado nas finanças e na globalização, impulsionadas pelas novas tecnologias de comunicação e informação e que também alteraram as percepções e valores da sociedade e (ii) que tais mudanças e suas implicações para regulação do trabalho e para proteção social � isto é, a própria organização da vida em sociedade � decorreram também de determinações políticas impulsionadas pela hegemonia neoliberal. O enfrentamento desses problemas do mundo do trabalho coloca a necessidade de uma alteração política bastante profunda que supere o atual regime de acumulação (produção e reprodução) e, portanto, exige uma redefinição do papel do Estado e do lugar do trabalho na sociedade. Em relação às especificidades do Brasil, é preciso considerar que se trata de um país de capitalismo tardio e periférico, sem um mercado de trabalho estruturado, cuja população transita do emprego ao desemprego, do formal ao informal, de atividades precárias à ilegais.