Publikationen der StiftungDesafios para o abastecimento e soberania alimentar no BrasilTitel
Titelaufnahme
- TitelDesafios para o abastecimento e soberania alimentar no Brasil
- Verfasser
- Körperschaft
- Erschienen
- Umfang1 Online-Ressource (20 Seiten) : Diagramme
- AnmerkungLiteraturverzeichnis Seite 20
- SprachePortugiesisch
- Serie
- DokumenttypDruckschrift
- Schlagwörter
- Geografika
- ISBN978-65-87504-24-6
- ISBN9786587504246
- URN
- Das Dokument ist frei verfügbar
- Nachweis
- Archiv
Nos últimos anos o Brasil vem perdendo de forma acelerada o protagonismo do setor público das políticas agrícolas nas dimensões que envolvem elos importantes dos sistemas alimentares estocagem, armazenamento, abastecimento e comercialização. A lógica privatista acaba sendo refletida na diminuição dos orçamentos dos órgãos e empresas públicas para programas, serviços e manutenção dos equipamentos e a infraestrutura. Observa-se, como resultado, o menor apoio aos produtores da agricultura familiar, aumento nos preços dos alimentos, diminuição dos estoques públicos e aumento da insegurança alimentar. Neste contexto, a pandemia decorrente da COVID-19 acentuou as inequidades de acesso a alimentos saudáveis e sustentáveis revelando que, na verdade, o Brasil não possui mais políticas de abastecimento que possibilitem assegurar ao conjunto da população, notadamente aquelas mais vulneráveis, o direito humano à alimentação. O Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa de Alimentação Escolar que haviam sido muito significativos para dinamização do acesso à alimentação adequada nas diferentes regiões do país foram drasticamente impactados na lógica de diminuição da participação do Estado nas políticas de segurança alimentar e nutricional. Frente a letargia do poder público em nível central, o conjunto das organizações e movimentos sociais promoveram ações de enfrentamento à fome e aos impactos da pandemia mobilizando produtores da agricultura familiar, ativistas alimentares e gestores públicos comprometidos para viabilizar a sustentação, e em algumas localidades a criação, de redes populares de abastecimento resgatando a função social dos equipamentos de segurança alimentar e nutricional. Outro ainda, proliferaram iniciativas de financiamento coletivo que contribuíram para a criação de circuitos curtos de segurança alimentar e nutricional com foco na soberania alimentar. Essas práticas revelaram importantes componentes para, progressivamente, serem transformadas em políticas públicas que alteram essa realidade.