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Desigualdade econômica ou justiça social para todos?
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BRASIL PERSPECTIVAS Desigualdade econômica ou justiça social para todos? Victor Báez Mosqueira e Yasmin Fahimi J unho de 2014 No esteio da crise econômica, a desigualdade social passou estar no centro do interesse político. Na opinião de economistas renomados, como Joseph Stiglitz, salários estagnados para a massa da população por um lado e patrimônios crescentes do outro, constitui a causa prin­cipal do crescimento especulativo movido pelo endividamento que antecedeu o estouro da bolha financeira. A conta é paga sobretudo pelas pessoas de baixa e média renda nos países que seguiram a po ­lítica de austeridade. O resultado são elevadas taxas de desemprego, salários reais em queda, recessão prolongada. Com a reabertura dos casinos e os mercados de ações novamente em franca expansão, após a ajuda dos bancos centrais, a desigualdade alastra-se praticamente por toda parte. O aumento da desigualdade de renda tem a ver com três tendências. Primeiro, globalmente a distribuição de renda entre salários e lucros desenvolveu-se em detrimento dos salários. Segundo, em alguns casos houve um aumento drástico da diferença entre a renda do trabalho. Terceiro, a correção da distribuição de renda pela política tributária e de transferência de renda ficou aquém do passado. Diante desta situação, estamos unidos na convicção que a saída da cri­se exige uma resposta urgente e estrutural. Para tal, é imperativa uma participação dos partidos de esquerda e progressistas, dos sindicatos, dos movimentos dos trabalhadores e trabalhadoras bem como das di­versas formas de expressão coletiva do povo. Entre outros, portanto, os movimentos sociais, os movimentos dos agricultores, dos ambien­talistas, estudantes, feministas, organizações de jovens e crianças, de­fensores dos direitos humanos, movimentos que protegem as vítimas de violência, movimentos a favor da diversidade sexual bem como da economia solidária, organizações em prol dos direitos de migrantes, de educadores e promotores da arte e cultura. No atual século 21 glo ­balizado, a humanidade poderá solucionar os desafios existenciais com uma atuação conjunta, reconfigurando as assimetrias históricas entre norte e sul e dotando as instituições globais de capacidades, a fim de regular as tensões, disparidades e conflitos deste processo..