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Diretrizes para desenvolvimento de políticas de inovação no Brasil
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BRASIL PERSPECTIVAS 9/2017 Diretrizes para desenvolvimento de políticas de inovação no Brasil Glauco Arbix F EVEREIRO DE 2017 Se nada for feito, o gap tecnológico do Brasil em relação aos polos tecnológicos mundiais, que era grande, tenderá a se ampliar, empurrando as indústrias de baixo desempenho e dependentes de commodities , como a brasileira, para as margens da economia mundial. As recomendações aqui esboçadas, portanto, pressupõem a necessária priorização de esforços nas áreas tecnológicas e de inovação, de modo a não dilapidar o trabalho realizado e a permitir que a in­dústria acompanhe, ainda que modestamente, as novas tendências mundiais. O Brasil precisa urgentemente de uma nova geração de políticas de inovação, orientadas claramente para a elevação da produtividade da indústria e da eco­nomia. A estratégia básica é a captura seletiva e o reprocessamento dos avanços da manufatura mundial, do agronegócio e dos serviços, com a formatação de instrumentos voltados para estimular a economia, indústrias, empresas e empreendedores na busca obstinada de padrões internacionais de qualidade e eficiência. A economia brasileira tem condições de se reorganizar para sair da crise mais forte, com uma indústria renovada, capaz de competir no mercado interno e externo sem proteção artificial. É a forma de aproveitar a pequena janela de oportunidades aberta no momento em que estão nascendo novos padrões in­dustriais, a partir de experiências de Manufatura Avançada(como é chamada nos Estados Unidos) e da Indústria 4.0(como na Alemanha). Inovação na Agropecuária, Energia e Biodiversidade podem se articular como um tripé do futuro, base para a construção de uma visão estratégica nacional. Ao mesmo tempo diversificar o atual sistema de inovação com uma nova go­vernança da inovação que entre outras coisas, possua um sistema nacional e permanente de avaliação. Almejar uma elevação do investimento em P&D ao patamar de 2% do PIB, utilizar a ferramenta dasencomendas tecnológicas do Estado, acelerar o ritmo de internacionalização de empresas, universidades e centros de pesquisa. Implantar ou fortalecer laboratórios de manufatura avançada, criar um grande Fundo Nacional de Inovação, são algumas das propostas que o autor trabalha neste texto.