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Apoio e rejeição á ultradireita : estudo comparado sobre Argentina, Brasil e Chile
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ANÁLISE DEMOCRACIA E DIREITOS HUMANOS APOIO E REJEIÇÃO À ULTRADIREITA Estudo comparado sobre Argentina, Brasil e Chile Cristóbal Rovira Kaltwasser, Gonzalo Espinoza, Carlos Meléndez, Talita Tanscheit, Lisa Zanotti Outubro 2024 Dados recentes da Argentina, Brasil e Chile indicam que 30% do eleitorado é favorável e 60% é contrário à ultradireita. Apesar de sua ascensão, amplos segmentos se opõem a ela. Em termos sociodemográficos, apoiadores e opositores da ultradireita apresentam diferenças significativas, e é preciso ter muito cuidado antes de realizar generalizações. Uma das poucas semelhanças é que a população evangélica está sobrerrepresentada entre os seus apoiadores. Os eleitores de ultradireita se caracterizam por ter baixa adesão pela democracia, posições conservadoras em relação ao aborto e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, posições fortes a favor do livre mercado e de medidas mais severas contra o crime.