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Juventudes negras do Brasil : trajetórias e lutas : observatório de juventudes negras
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Negras jovens e feministas O I Encontro Nacional de Negras Jovens Feministas democrático de direito conforme previsto na Constituição Federal. A realização do encontro contou com apoio institucional da Associação Frida Kahlo(AFRIKA), Fundo de População das Nações Unidas(UNFPA), ONU Mulheres(UNIFEM), Frederich Ebert(FES), Coordenadoria Ecumênica de Serviço(CESE), dentre outros parceiros. Embora houvesse um recorte juvenil necessário à participação, houve um diálogo intergeracional e estiveram presentes nesse encontro mulheres negras de referência para as jovens ativistas. Foram contemplados 18 estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, São Paulo e o Distrito Federal. O local escolhido foi Salvador-BA e a data 27 a 29 de novembro de 2009, no mês da Consciência Negra. O grupo de jovens mulheres negras reunidas em Salvador no final de novembro era muito diverso e, apesar da pauta das necessidades das jovens mulheres negras ser a temática que organizava o encontro, emergiram durante a realização desse diversos embates e discussões que apontaram para uma construção diversa. Logo na mesa de abertura, no primeiro dia do Encontro, uma questão dorsal foi posta para diálogo: se o feminismo negro era o direcionamento do Encontro, ou questões que subordinavam as mulheres negras seria o objetivo na construção daquele espaço político. Essa discussão não é uma novidade dessa geração. As mulheres negras mais antigas se debruçaram muitas vezes para corroborar com a existência de uma identidade negra de mulher negra feminista. Esse campo político formado não tinha dúvidas acerca da necessidade de continuidade e fortalecimento desse campo erigido. Pudemos perceber a relevância da identidade afetivo-sexual da jovem mulher negra, fato até então pouco discutido entre nós. Essa dimensão identitária nos espaços mistos era uma pauta visibilizada, no entanto, nunca havia se apresentado como estruturante para a 34 Allyne/ Cristiana/ Deise Mobilização Nacional e Internacional