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Mulheres da comunicação : região norte
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MULHERES DA COMUNICAÇÃO- Região Norte A Unir iniciou seu curso de Jornalismo no Campus de Vilhena, a 700 quilômetros da capital Porto Velho, tendo como primeira coordenadora do curso, a professora Aparecida Zuin, que, depois de ser removida para a capital, passou a integrar o corpo docente do curso de Direito, não mais tendo vínculo com o curso de Jornalismo. Em 2003 a Universidade Luterana do Brasil(Ulbra) deu início à oferta das habilitações Jornalismo e Publicidade e Propaganda, instaladas no município de Ji-Paraná, a 400 quilômetros de Porto Velho, tendo como primeiro coordenador dos cursos o professor Santiago Roa( in memoriam). OS CAMINHOS DE CADA INSTITUIÇÃO Apesar de todas as instituições terem lançado seus cursos em um mesmo período, o destino de cada um foi bem diferente. Embora estejamos falando sobre o campo da Comunicação, a trajetória desses cursos ofertados no Estado não está registrada de modo sistematizado. Dessa forma, foi necessário buscar informações a partir de uma pesquisa exploratória no Projeto Pedagógico do Curso(PPC) das instituições, dados do Sistema de Regulação do Ensino Superior, via portal e-MEC, ou por entrevistas com alguns dos profissionais pioneiros que vivenciaram os momentos importantes de cada curso em suas respectivas instituições de ensino. As questões em aberto foram enviadas aos ex-professores e coordenadores das instituições de ensino por meio de aplicativo de mensagens. Começaremos pelas faculdades que extinguiram os cursos de comunicação. FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS, EXATAS E LETRAS DE RONDÔNIA O jornalista e publicitário Solano Ferreira descreve, com muita tristeza, o encerramento dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda na Faculdade Faro. Em 2005 a Faro formou a primeira turma de Comunicação Social de Rondônia. No mesmo ano o curso de Relações Públicas foi encerrado, formando uma única turma de acadêmicos. O curso, de acordo com Solano Ferreira, proposto como uma inovação ao mercado, não foi compreendido pela sociedade local a despeito das visitas técnicas a órgãos públicos, instituições e escolas, mostrando o que era a profissão. Foi, então, consequentemente, extinto quase tão logo quando nasceu por não ter demanda. A professora Sara Duque Estrada, um dos destaques femininos no universo acadêmico na Faro, explica que os cursos de Jornalismo e Publicidade encerraram os vestibulares por volta de 2008 e 2009. Ainda assim permaneceram com suas portarias de autorização, caso surgissem demandas futuras que justificassem a reativação, conforme relata o professor Solano Ferreira. Em 2012 foram realizadas as orientações finais dos Trabalhos de Conclusão de Curso para encaminhamento dos últimos acadêmicos ao mercado de trabalho. Naquele período, Solano Ferreira foi o último 249