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Periferias no plural
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Periferias, Violência e Desigualdades 63 desde a redemocratização(ramos, 2021). Os movimentos e organizações que são liderados por mães, familiares e amigos de vítimas da violência de Estado são fundamentais na pressão social para impulsionar possíveis responsabili­zações nesses casos e mudanças institucionais, contribuindo também para a repercussão de casos e temas que se tornam presentes na esfera pública a partir da atuação política desses grupos(farias, 2020). A seguir, serão apresentadas algumas das principais ações na área de vio­lência e alguns dos frutos das discussões e encontros que realizamos ao longo deste percurso, além de direcionamentos que apontam os principais elemen­tos envolvendo a manifestação da violência, em sua pluralidade expressiva, em territórios periféricos e como esses agentes coletivos respondem, interagem e se agenciam nesses contextos. O percurso: apresentação das principais atividades e ações do eixo violência 3 Em um cenário de agravamento do problema dos homicídios e feminicídios, no qual políticas públicas de enfrentamento não foram efetivas no combate ao problema social da violência urbana, o eixo violência do projeto Reconexão Periferias iniciou em 2018 a pesquisa Desigualdade de raça na vitimização de jovens por feminicídios e homicídios no Brasil: 2000 a 2018 4 . A pesquisa buscou 3 O percurso de produção de pesquisas, discussões teóricas e políticas coletivas, encontros e muitas trocas guiaram as ações do eixo de violência do Reconexão Periferias. A realização do trabalho ao longo desses anos foi viabilizada por muitas pessoas que não podem deixar de serem reverenciadas. A começar pela Juliana Borges, que foi consultora do eixo de violência do projeto desde seu início e que no final de 2022 passou a minha pessoa a tarefa de dar continuidade ao trabalho e aprendizados que desenvolvemos e compartilhamos. O desen­volvimento das pesquisas da área de violência contou com a dedicação de Jackeline Romio, Danilo Moraes, Felipe Freitas, Jaqueline Santos Lima, Uvanderson Silva, Vilma Bokany, Paulo Ramos, Juliana Farias, entre muitas outras pessoas que participaram indiretamente dos trabalhos que realizamos ao longo desses anos. A construção da base de dados da pes­quisa de chacinas contou com a colaboração num misto de coragem e sensibilidade de Amanda Oliveira, Amanda Teixeira, Victoria Braga e Ruan Bernardo, que dedicaram muitas horas de atenção para ler notícias de casos de chacinas, sempre com cuidado de não objeti­ficar e revitimizar as pessoas mais afetadas por estes eventos violentos. 4 O relatório da pesquisa está publicado no livro Violência no Brasil: desafio das periferias , Felipe Freitas(Org.)(2022). Um dos produtos da pesquisa, que será disponibilizado em formato de painel ainda no ano de 2023, é um banco de dados de óbitos por agressão e