72 Periferias no plural e grupos de extermínio, guerra às drogas, movimento de mães e familiares, acesso à justiça, juventudes, entre outros. Parte do acúmulo das discussões coletivas realizadas apontaram para algumas possibilidades de ação frente aos desafios enfrentados pelas periferias quando se trata do combate à violência. Destaca-se que algumas recomendações discutidas ao longo dos encontros com segmentos dos movimentos sociais, em especial aqueles atuantes nas periferias, apontam a interação de diversos elementos da vida social para produção da maior vulnerabilidade a que estão submetidas as populações mais afetadas pela violência. Para além do campo da segurança pública, a violência deve ser compreendida por meio das lentes que considerem as desigualdades raciais, pensando em políticas intersetoriais que contemplem a atuação no campo da educação, comunicação, saúde, cultura, infraestrutura, entre outros, considerando as particularidades dos territórios e pluralidade das periferias que existem no país. Outras ações como o fortalecimento de ações populares; reforma agrária; respeito, demarcação e garantia de direitos dos povos indígenas e comunidades tradicionais; orçamento direcionado para os grupos e territórios mais vulnerabilizados para fortalecimento de equipamentos de cultura e educação; debate sobre cotas no judiciário; fortalecimento órgãos de controle das polícias; aprofundamento de pesquisas e produção de dados sobre ilegalidade, guerra às drogas e trabalho informal; economia das drogas; controle de armamento e da circulação e posse de armas de fogo, também foram discutidas e continuarão no horizonte das atividades do eixo no próximo período. Deste modo, temos tentado construir uma análise sobre o fenômeno da violência nas periferias atuando em diversas frentes, com dados e pesquisas e também com escuta e contribuição ativa dos movimentos sociais e organizações da sociedade civil que estão organizados nesses territórios racializados. Referências: ATLAS da Violência 2021/ Daniel Cerqueira et al.,— São Paulo: FBSP, 2021. FARIAS, Juliana. Governo de mortes : uma etnografia da gestão de populações de favelas no Rio de Janeiro. 1a. ed. Rio de Janeiro: Papéis Selvagens Edições, 2020. FLAUZINA, Ana Luiza Pinheiro. Corpo negro caído no chão : o sistema penal e o projeto genocida do Estado brasileiro. 2006. 145f. Dissertação(Mestrado em Direito) – Universidade de Brasília, Brasília, 2006.
Download single image
avaibable widths