Slams Batalhas de poesia, Congá, encruzilhada e laboratório Gabriela Costa Lima 1 Introdução Este artigo tem como objetivo explorar as batalhas de poesias recitadas, chamadas Slams, enquanto encruzilhadas 2 de produção de conhecimento e axé 3 . Para tanto, será elaborada uma revisão bibliográfica das críticas às produções de conhecimento monológicas, que se pretendem universais em detrimento de apagamentos. Em seguida, ideias centrais como“dobra da palavra”(rufino, 2019), ancestralidade e performance serão expostas em seções específicas para suas respectivas elaborações. E, por fim, os Slams serão retomados enquanto este lugar de potência, de reavivamento, de macumbação 4 das vidas dos poetas e de(re)produção de um conhecimento ancestral. 1 Poeta-slammer e antropóloga, atualmente está no mestrado do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Estadual de Campinas com estudos voltados para o Hip Hop de Salvador(BA), vinculada à linha de pesquisa“Hip-hop em trânsito” do Centro de Estudos em Migrações Internacionais(CEMI) e atua como pesquisadora e analista de dados 2 Horizontes de possibilidades 3 Axé, do yorubá ásé, nas cosmovisões de terreiro significa energia vital e/ou vida; ao longo do artigo ambos significados estarão sendo mobilizados a depender do contexto. 4 Ao longo do texto a palavra“macumba” será tratada também enquanto verbo(macumbar), de forma a se reinventar enquanto ação, mas também enquanto adjetivo(macumbada). As
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