Slams Batalhas de poesia, Congá, encruzilhada e laboratório 401 Ancestralidade Começamos a história de novo, como sempre, na esteira de seu desaparecimento e com a esperança desvairada de que nossos esforços possam devolvê-las ao mundo. (Hartman, 2020, p. 33) Nessas produções de conhecimentos que florescem nas encruzilhadas, a ancestralidade é também central enquanto constituinte do Ser. Tendo sido o Colonialismo um destroçamento de gentes, a ancestralidade não é pensada estritamente pelas“vias biológicas” e/ou“vias biomédicas”, mais do que isso, assenta-se no Ubuntu : Sou, porque somos. Somos porque somos, e é a coletividade de todas as forças anteriores que lutaram e nos sustentaram até aqui, especialmente porque nesses destroçamentos, nossas histórias foram intencionalmente apagadas e, portanto, dificilmente conseguimos identificar nossos ancestrais consanguíneos. Em contrapartida, a ancestralidade reinventada em diáspora reúne uma série de referências de gerações anteriores para que as lacunas, lutos e lápides deixadas pelo Colonialismo sejam extrapolados. Acharam que a gente ia esquecer O tanto que fizeram e fazem nosso povo sofrer? Mostrando pras nossas crianças que o passado era só escravo E que no futuro teríamos que implorar por cada centavo [...] Princesinha Isabel? Sejamos verdadeiros Eu me curvo mesmo pra quem chegou primeiro Que me inspira a pegar no microfone Tipo Nina Simone Pra cada história embranquecida durante nossa caminhada Que Milton Santos e Machado de Assis venham pra dar uma iluminada De Carolina Maria de Jesus a Conceição Evaristo [...] Que a gente comece a vencer na vida Tipo Drik e Emicida Sairemos do Negro drama
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