Periferias econômicas Produção de resistências a partir do cooperativismo e do encontro com as periferias(in)visíveis Leonardo Penafiel Pinho 1 e Cláudia Pellegrini Braga 2 As periferias Usualmente afirmada no singular e entendida como localização geográfica baseada em uma oposição centro-periferia, as periferias são vistas frequentemente em uma perspectiva reducionista, sendo definidas em“simplórias classificações de territórios‘desprovidos’,‘desfavorecidos’,‘desprivilegiados’, ‘pauperizados’,‘marginalizados’,‘excluídos’ ou‘carentes’”(fernandes, silva & barbosa, 2018, s.p.). Os que habitam as, assim chamadas, periferias“têm a sua historicidade negada[...] e seus moradores, não raramente, tratados de forma exotizada(a não civilização, por excelência)”(carta da maré, 2017, p. 2) – daí que, sobreposta à discriminação dos territórios em si, se dá a discriminação de pessoas que vivem nesses espaços. 1 Diretor de Promoção dos Direitos da População em Situação de Rua – Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e da Mesa Diretora do Conselho Nacional de Direitos Humanos. Foi presidente da Central de Cooperativas Unisol Brasil, da Associação Brasileira de Saúde Mental e do Conselho Nacional de Direitos Humanos. 2 Doutora em Filosofia – FFLCH/USP. Mestre em Serviços e Políticas Públicas de Saúde Mental – FCM/Universidade NOVA de Lisboa. Mestre em Saúde Coletiva – FM/USP. Atualmente está como coordenadora da Câmara Técnica de Saúde Mental do Crefito 3 e como consultora em Saúde Mental, Álcool, Drogas e Violências da OPAS/OMS.
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