BRASIL PERSPECTIVAS Nº 23/2019 A política de identidade: de que se trata afinal? T HOMAS M EYER A BRIL DE 2019 O conceito de política de identidade está permeado de uma ambiguidade que nunca é resolvida até que o contexto em que será aplicado se revele. Isso se dá porque o conceito abarca tanto a política de grupos que compartilham uma identidade cultural e que buscam por destaque vis-à-vis outros grupos, quanto os esforços por conseguir igualdade para grupos culturais minoritários Os conflitos na política de identidade mostram-se primordialmente como lutas por reconhecimento e não como lutas por distribuição, embora em nível mais profundo essas dimensões frequentemente se fundam. Porque as identidades são indivisíveis(embora receptivas à combinação), a política de identidade, em todas as suas versões, tende à polarização e à intransigência em relação a concessões. As minorias culturais cujo reconhecimento e direitos foram defendidos pela esquerda e/ou pelo movimento identitário liberal são bastante diversas, porém formam parte de grupos que são sempre definidos a priori em termos culturais antes que sociais. No presente, e dependendo do nível de desenvolvimento e situação social de um dado país, essas minorias podem incluir(entre outros) grupos indígenas americanos, afro-americanos e hispânicos nos Estados Unidos, e mulheres, gays e lésbicas, pessoas transgênero e intersexo, pessoas idosas, os sem teto, ex-pacientes psiquiátricos e os portadores de necessidades especiais.
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