Heft 
1 (2011) 05
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Año I 05 Septiembre de 2011 Manifestação em SP contra trabalho escravo O Sindicato dos Comerciários de São Paulo com o apoio da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Confederação Sindical das Américas(CSA) fez manifestação na Rua Oscar Freire, onde estão concentradas lojas de grifes famosas, para protestar contra a exploração de trabalhadores bolivianos e de outras nacionalidades da América do Sul que são submetidos a condições insalubres e desumanas em confecções no interior de São Paulo. Os manifestantes chamaram a atenção para as marcas Zara, Ecko, Gregory, Billabong, Brooksfield, Cobra d'água e Tyrol, que segundo a Procuradoria Regional do Trabalho em Campinas vendem peças produzidas em condições semelhantes às de escravidão. Queremos conscientizar os comerciários das lojas e os consumidores, porque muitas vezes eles pagam dez vezes mais do que o valor inicial da mercadoria e não sabem que esse produto está maculado com trabalho escravo ou mão de obra infantil. Essa atividade que desenvolvemos aqui na Oscar Freire é exatamente para que todos nós estejamos conscientes de que não podemos mais permitir que, em um país que está se tornando cada vez mais rico, o povo além de ser pobre tenha esse tratamento, disse o presidente do sindicato dos Comerciários, Ricardo Patah. O coordenador político da CSA, Ivan Gonzalez, disse que a luta contra as condições indecentes de trabalho na indústria da moda faz parte de uma luta mais ampla compartilhada por todo o movimento sindical internacional: a luta pelo trabalho decente."Na semana passada nós estávamos no estádio do Maracanã com os trabalhadores em greve por mais segurança e melhores salários", disse ele aos manifestantes."Sua luta e a luta deles têm os mesmos objetivos." O presidente do Instituto de Cultura e Justiça da América Latina e Caribe, René Cesar Camargo, disse que a situação da comunidade boliviana está muito ruim porque as oficinas e lojas de roupas de grande porte estão explorando os trabalhadores, passando da terceirização para um regime semelhante ao da escravidão, com jornadas que chegam a 16 horas diárias.As lojas se preocupam em lucrar e não com as pessoas. Os trabalhadores não recebem por salário e sim por produção, por peça. que o valor é baixo, varia de R$ 1 a R$ 2, enquanto as lojas vendem uma peça por R$ 100. As lojas pedem às oficinas que façam 300, 400 peças por semana.>>>> 01