Heft 
Nr.6(1.-15 Mai)
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O presidente do Interamerican Dialogue, Peter Hakim, acredita que o lobby do governo vai acabar vencendo e que o Cafta vai acabar sendo aprovado.( BBC 12/05/05 ­http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2005/05/050512_denize2ebc.shtml Interesses econômicos e políticos dividem cúpula em Brasília A Cúpula América do Sul- Países Árabes está dividida por diferentes interesses. Enquanto os países sul-americanos--sobretudo o Brasil--buscam acordos comerciais, alguns representantes de países árabes aproveitaram o encontro para defender a Palestina ou atacar o terrorismo. "A América Latina entra na cúpula com expectativa de maiores investimentos e maior abertura de comércio. Para os árabes, é uma oportunidade muito importante para mostrarem suas opiniões políticas a respeito dos acontecimentos no Oriente Médio", avaliou nesta terça-feira o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Durante todo o dia, o Brasil tentou minimizar os discursos mais inflamados. O presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, por exemplo, representante da Liga Árabe na Cúpula, defendeu a necessidade de uma cooperação internacional para a promoção da paz mundial. Segundo ele, a situação vivida pelos palestinos é"uma negação de justiça" que não pode mais ser aceita. o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, criticou o"imperialismo americano". Em seu discurso, ele afirmou que os países árabes e a América do Sul possuem atualmente os dois maiores reservatórios de petróleo do mundo, o que aguça a"voracidade imperialista". Um dos resultados concretos do encontro de hoje foi a assinatura de um tratado econômicos entre os países membros do Mercosul com o objetivo de atingir uma área de livre comércio com os países membros do Conselho de Cooperação do Golfo--integrado pela Arábia Saudita, Bareine, Catar, Kuait, Iêmen e Omã. Por meio do Acordo-Quadro de Cooperação Econômica, os países envolvidos vão negociar listas de produtos de preferência tarifária para intensificar as suas relações comerciais. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, evitou fixar um prazo para o livre comércio entre os dois blocos, mas afirmou que o comércio entre o Brasil e os países árabes, hoje estimado em US$ 8 bilhões(cerca de R$ 19,7 bilhões), podem saltar para até US$ 20 bilhões (cerca de R$ 49,3 bilhões) em dois ou três anos.( Folha de São Paulo, 10/05/05) Acordo de países permite avanço em Doha A União Européia(EU) cedeu e a mini-conferencia de ministros de comércio aprovou ontem um acordo na área agrícola que permitirá o inicio de verdadeiras negociações sobre acesso ao mercado tanto na agricultura como para produtos industriais e serviços na Rodada Doha. O Brasil e outros exportadores agrícolas consideraram satisfatório o entendimento. O que exportadores e importadores concordaram foi em relação à metodologia que será adotada para transformar tarifas específicas(em dólar ou euro, por exemplo) em tarifas ad valorem(em percentual do preço), para deixar claro qual o nível de proteção de cada produto agrícola. Para negociar a forma de redução tarifária e as bandas(os percentuais que serão aplicados sobre diferentes grupos de tarifas), era necessário fazer a conversão das alíquotas específicas em percentuais de preços. que essa discussão técnica virou um enorme confronto, pela implicação que terá no futuro estágio da negociação. Depois de resistir, recuar e apresentar outras propostas, a UE ontem cedo colocou na mesa uma proposta que levou ao acordo. O resultado final aprovado pelos cerca de 30 países representados em Paris foi o seguinte: na conversão das tarifas específicas envolvendo commodities(até o capitulo 17 do código aduaneiro harmonizado), será adotado um preço composto por 82,5% do preço internacional e 17,5% do preço de importação. Para os produtos processados(capítulos de 18 a 24) a equivalência será na base de 60/40, porque é pequena a diferença entre o preço internacional e o de importação. ´´É uma mistura razoável que se aproxima dos preços do Mercosul e favorece nossos exportadores´´, avalia o ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna. 6