Heft 
Nr.9(21.Juni-10.Juli)
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Pode-se dizer que, atualmente, cerca de 60 nações estão apoiando a proposta defendida por EUA e União Européia, deixando Brasil, Argentina e Índia apenas com o apoio dos países do Caribe. Vale lembrar que essa pressão é política, pois o critério de decisão na OMC é o do consenso. As discussões neste tema, assim como em serviços, estão dependendo do andamento das negociações em agricultura. No caso brasileiro, por exemplo, o governo deixa claro que somente concordará com algum tipo de redução tarifária para produtos manufaturados quando perceber ganhos reais para as exportações brasileiras no setor agrícola. Negociações em Serviços- Por ocasião da elaboração do documento conhecido como Pacote de Julho, os representantes dos países membros nas negociações de serviços na OMC, acordaram em apresentar novas ofertas até o último dia de maio. Cumprindo o prazo estabelecido, a União Européia ofereceu um melhor acesso de empresas estrangeiras em setores como o bancário, o energético e o de turismo,enquanto defendeu os setores públicos- educação e saúde- e setores audiovisuais. Os Estados Unidos, em sua oferta apresentada, não atenderam ao pedido dos países emergentes, que queriam facilidades e abertura para trabalhos temporários (Modo 4) e insistiram que somente apresentariam maiores ofertas se os demais mercados aceitarem mais abertura em serviços financeiros,telecomunicações, energia e audiovisual. A proposta do Brasil possui características defensivas fortes. Além de não avançar em muitos setores onde havia demanda(fundamentalmente o grande avanço se na oferta de serviços financeiros, e mesmo assim de forma condicionada), a proposta é apresentada como condicionada especialmente a ofertas que possam ser feitas no tema de agricultura, ressalva a possibilidade de voltar atrás em itens apresentados(nesse sentido, não é uma proposta definitiva) e apresenta ainda um parágrafo explícito onde afirma que o Brasil não está oferecendo de maneira nenhuma a privatização de bens públicos e está resguardando a sua capacidade de regulação de serviços públicos e privados no sentido de atingir objetivos de política nacional. ( Boletim REBRIP, n. 2, junho de 2005) Países del Caribe hacia la integración Los jefes de Gobierno caribeños expresaron en Castries, Santa Lucía, sus respectivas posiciones para la consolidación de un mercado común regional, en el marco de la XXVI Cumbre Anual de la Comunidad del Caribe, CARICOM. Esa entidad se propone que el Mercado y Economía Unicos del Caribe comiencen a funcionar plenamente en enero del próximo año, aunque hasta ahora sólo Surinam ha cumplido con los requisitos previos. En esta cita los gobiernos del área intentarán llegar a acuerdos para afrontar de conjunto la baja del precio de sus exportaciones de azúcar y banano a la Unión Europea, el encarecimiento del petróleo, el aumento de la criminalidad y la situación de Haití, país que ha sido temporalmente separado de CARICOM. Los dignatarios caribeños decidieron estudiar la creación de un Fondo de Desarrollo destinado a los países más atrasados económica y socialmente, trascendió en esta capital.( Notinet de Cuba, 06/07/05) ALCA As reuniões de co-presidentes da ALCA(Brasil e EUA) foram adiadas em diversos momentos, desde março, quando as negociações iriam ser retomadas. Em 17 de maio, o co-presidente pelo lado dos EUA, Peter Allgeier pediu a prorrogação da reunião sem data prevista, alegando que os esforços de seu país estavam voltados para a votação no Congresso no sentindo de garantir a ratificação do Acordo de Livre Comércio com a América Central(CAFTA). Como votação na Comissão de Finanças do Senado não é definitiva, e segundo as lideranças do governo no Senado faltam entre 30 a 40 votos para sua aprovação, o texto do CAFTA voltará a ser analisado antes de ir a plenário. A administração Bush considera a possibilidade de algumas concessões ao setor açucareiro, como por exemplo, a garantia do preço mínimo aos produtores no longo prazo e possível exclusão de açúcar em futuros acordos comerciais. Não deveria haver dificuldades de aceitação do Tratado entre os Estados Unidos, e os países da América Central, que a maior parte das exportações destes últimos entra nos Estados Unidos livres de tarifas e não apresentam ameaças. Em outras palavras, seria consolidar o que vem sendo praticado. Desta maneira, o processo de ratificação do CAFTA somada a situação atual da Bolívia, ao enfrentamento e a iniciativa venezuelana de uma alternativa de integração para a ALCA, a dificuldades em se instaurar a Paz no Haiti e a vontade do Mercosul em continuar negociando 4