nacionais e estrangeiros, se queixam dessa política, mas raramente ousam fazer críticas abertas e públicas como a feita pelo presidente da Petrobras(que falou em território brasileiro). Entre as empresas brasileiras, a Petrobras tem sido alvo dos mais notórios da política econômica"K", como se referem no país a tudo que leva a marca do presidente Kirchner. Além de estar entre os protagonistas de um dos setores mais controlados, o de petróleo e gás, sofreu sério revés em fevereiro, quando a Comissão de Defesa da Concorrência(o Cade local) rejeitou a venda de uma subsidiária, a empresa de transmissão de energia Transener, para o fundo de investimentos americano Eton Park. A venda, realizada em agosto de 2006, atendia a uma condição da própria comissão, imposta em 2004, para aprovar a compra pela Petrobras dos ativos da Perez Companc, que controlava a Transener. A intenção era evitar que a estatal brasileira tivesse o monopólio na transmissão de energia. Depois da crise de 2002 e até 2005, as empresas brasileiras investiram US$ 5,14 bilhões em aquisições no país vizinho. Hoje, estão em mãos brasileiras dois ícones da economia argentina: a cervejaria Quilmes(comprada pela AmBev) e o frigorífico Swift Armour(pela Friboi). Os brasileiros compraram também a maior empresa de cimentos(Loma Negra, adquirida pela Camargo Corrêa) e outras transações estão em fase de negociação- a Gerdau negocia a compra da siderúrgica Aceros Bragado e a Camargo Corrêa estaria estudando a compra da Alpargatas argentina.( Valor Econômico, 09/04/07) Dirigentes sindicais da CUT vão a Argentina e Uruguay Uma delegação da Central Única dos Trabalhadores(CUT) do Brasil, liderada pelo presidente da CUT, Artur Henrique Santos, do secretário de Relações Internacionais, João Felício, do diretor para o Mercosul, Manuel Messias Melo, Rafael freire, ex-diretor da CUT e a assessora Silvia Portela, visitou a Argentina e o Uruguay, na semana de 10 a 13 de abril. Os sindicalistas tinham como objetivo fortalecer os laços entre as centrais sindicais e manter contacto com os Ministros de Relações Exteriores e do Trabalho dos dois países, para expressar a preocupação sindical com o pouco avanço dos temas trabalhistas no Mercosul e a necessidade dos governos do Mercosul garantirem as condições políticas e materiais para que os instrumentos já existente possam funcionar. Em especial a delegação da CUT chamou a atenção para o fato que a Declaração Sociolaboral comemorará 10 anos em 2008, o que mereceria uma avaliação profunda sobre seu grau de cumprimento e possivelmente sua reformulação. Outra demanda da Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul – CCSCS, apresentada pela CUT aos Ministros do Trabalho(Carlos Tomada, da Argentina e Eduardo Bonomi, do Uruguay) e os Ministros de Relações Exteriores (Jorge Tayana, da Argentina e Reinaldo Gargano, do Uruguay) foi relativa ao Observatório do Mercado de Trabalho-OMT que não conta com nenhuma dotação orçamentária e nem estrutura de funcionamento. A CCSCS tem alertado que a Estratégia de Emprego do Mercosul, aprovada pelos Presidentes no ano passado, necessita de um instrumento técnico como o OMT para ser implementada. Portanto, garantir o financiamento desse organismo seria sem dúvida uma demonstração de compromisso dos governos do Mercosul. As reuniões com a CGT e a CTA na Argentina e o PIT-CNT no Uruguay tiveram como tema central uma avaliação do quadro político e econômico da região e a necessidade das centrais sindicais formularem uma agenda de 4 ou 5 pontos pára apresentar aos governos no final do ano. Em Buenos Aires a delegação cutista foi homenageada com uma recepção na Embaixada do Brasil, hoje a cargo do Embaixador Mauro Vieira e no Uruguay, o Embaixador brasileiro Jose Eduardo Felício ofereceu um almoço. aos sindicalistas.(Correio Sindical Latinoamericano) Centrales brasileñas lanzan agenda de los trabajadores por el desarrollo Los días 3 y 4 de abril, las siete centrales sindicales brasileñas lanzaron, en São Paulo, la Agenda de los Trabajadores por el Desarrollo y empezaron a concretizar la idea de un nuevo modelo. El documento, que fue elaborado con el apoyo del DIEESE(Departamento Intersindical de Estadística y Estudios Socioeconómicos), es el primer paso de la Jornada por el Desarrollo, un plan de acción sindical que busca proponer un cambio del modelo de desarrollo nacional por uno 7
Heft
Nr.40(1.-10.April)
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