Lia Maria dos Santos Ativista negra, Mestre em Gestão de Políticas Publicas Educacionais em Gênero e Raça, Especialista em Culturas Negras do Atlântico, Bacharel em Artes Plásticas, foi professora na disciplina Pensamento Negro Contemporâneo – Atualmente Consultora Técnica para Educação Popular e Mobilização Social do Ministério da Saúde O surgimento do EnegreSer – Coletivo Negro do Distrito Federal e Entorno e as ações a rmativas construídas na Universidade de Brasília O SURGIMENTO DO ENEGRESER COLETIVO NEGRO DO DISTRITO FEDERAL E ENTORNO E AS AÇÕES AFIRMATIVAS CONSTRUÍDAS NA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Rafael Nunes dos Santos Ativista Negro, Mestre em Educação, Graduado em Artes Cênicas, professor da Secretaria de Educação do DF – Atualmente Professor da disciplina Pensamento Negro Contemporâneo Para Terezinha – mulher negra, ex-estudante do curso de Letras Francês, responsável por redigir a primeira carta deflagrando o racismo vivenciado na Universidade de Brasília. Atualmente moradora de rua e pedinte nos arredores do campus universitário. Ou se está vivo e orgulhoso ou se está morto!, esta frase de Malcon X, assim como muitos pensamentos de Frantz Fannon, Abdias do Nascimento, Marthin Luther King, Steve Biko, Mandela, Lélia Gonzales, Lima Barreto, Oliveira Silveira, Sueli Carneiro, Machado de Assis, Solano Trindade, Beatriz Nascimento, Luiza Mahin, Alice Walker, Petronilha Silva, Kabenguele Munanga, Toni Morison, bell hooks, Rosália Lemos, Neusa Gomes, Hamilton Cardoso, Cheik Anta Diop, Aime Cesaire, Zelia Amador, Stuart Hall, Jurema Werneck somadas as letras do Ilê Ayê, Racionais MCs, Cartola, Dona Ivone Lara, Leci Brandão, entre tantos outros pensadores e pensadoras negr@s sustentaram o nosso pensamento filosófico para a constituição deste coletivo gerido por jovens negr@s que vivenciavam as relações raciais de diversos lugares identitários com uma proposta afro-centrada, ahierarquica e apartidária. O EnegreSer(Coletivo Negro no DF e Entorno) nasceu em 2001, com a necessidade de intervenção direta na luta contra o racismo e todas as suas fases. Este coletivo é herdeiro do ativismo negro, e com natureza autêntica e destemida, foi protagonista no alcance de ações afirmativas na UnB. Seu surgimento começa com a conexão da juventude negra com a leitura de intelectuais negros e negras e, em seguida, com o ato de violência racial sofrido por estudantes dentro do campus universitário Darcy Ribeiro-UnB. Mas pode-se afirmar também que a formação desse coletivo deu-se por encontros de solitários impetuosos jovens que compreendiam perfeitamente o que era ser negro e negra naquele espaço e o mais importante, a necessidade de estabelecer um coletivo e fortalecerse. A violência sofrida por esses jovens revela a existência de uma das faces mais perversas do racismo contra 52 Mobilização Nacional e Internacional
Druckschrift
Juventudes negras do Brasil : trajetórias e lutas : observatório de juventudes negras
Einzelbild herunterladen
verfügbare Breiten