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Juventudes negras do Brasil : trajetórias e lutas : observatório de juventudes negras
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Lia Maria dos Santos Ativista negra, Mestre em Gestão de Políticas Publicas Educacionais em Gênero e Raça, Especialista em Culturas Negras do Atlântico, Bacharel em Artes Plásticas, foi professora na disciplina Pensamento Negro Contemporâneo Atualmente Consultora Técnica para Educação Popular e Mobilização Social do Ministério da Saúde Juventudes Negras, Identidade e Desenvolvimento: uma discussão fundamental para nós educadores e educadoras JUVENTUDES NEGRAS, IDENTIDADE E DESENVOLVIMENTO: UMA DISCUSSÃO FUNDAMENTAL PARA NÓS EDUCADORES E EDUCADORAS Rafael Nunes dos Santos Ativista Negro, Mestre em Educação, Graduado em Artes Cênicas, professor da Secretaria de Educação do DF Atualmente Professor da disciplina Pensamento Negro Contemporâneo O que levanto nesta conversa é uma reflexão sobre a lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003(portanto, aprovada 10 anos), e que convém lembrar dado o descaso e a desinformação da grande maioria de nossos educadores, torna obrigatório o ensino sobre Historia e Cultura Afro­Brasileira, incluindo o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e politica pertinentes a História do Brasil. Comparo a tímida aplicação dessa lei ao Racismo Institucional, que tem prejudicado a população negra e assumido o ônus das dificuldades estruturais com suas raízes históricas e atualizadas nas demandas que dificultam o acesso da população negra às garantias sociais básicas, estando esse grupo em condições primaz de vulnerabilidade, exposto a toda sorte de vilipendio. Bem...importante ressaltar que o racismo institucional, conforme define a publicação:racismo institucional, uma abordagem conceitual, realizado pelo Geledés- Instituto da Mulher Negra: Denominado também racismo sistêmico, como mecanismo estrutural que garante a exclusão seletiva dos grupos racialmente subordinados- negr@s, indígenas, cigan@s, para citar a realidade latino-americana e brasileira da diáspora africana- atuando como alavanca importante da exclusão diferenciada de diferentes sujeit@s nestes grupos. Trata-se da forma estratégica como o racismo garante a apropriação dos resultados positivos da produção de riquezas pelos segmentos raciais privilegiados na sociedade, ao mesmo tempo em que ajuda a manter a fragmentação da distribuição destes resultados no seu interior.O racismo institucional ou sistêmico opera de forma a induzir, manter e condicionar a organização e a ação do Estado, suas instituições e políticas públicas atuandotambém nas instituições privadas, produzindo e reproduzindo a hierarquia racial. Dentro dessa abordagem se evidencia que o racismo se apropria do Estado e o faz operar de forma a causar danos para os grupos vulneráveis, no caso presente o segmento negro da nossa sociedade, inclusive prejudicando a formação educacional do nosso povo. A crença na educação como forma de mobilidade social constitui uma das principais bandeiras dos movimentos negros ao longo do tempo e convém dizer que a notoriedade do tema educação como direito dos negros é antes de tudo fruto do ativismo de grupos negros que em luta promove,conscientiza e sensibiliza governos e sociedade. Não a educação, mas as necessidades básicas e o direito a própria existência, a exemplo do conceito e das medidas para otimizar a saúde da população negra, bem como das lutas atuais contra o extermínio da juventude negra, que se evidencia na divulgação recente do mapa da violência no Brasil, que tem como principal informação a população negra em discrepantes chances de sobrevivência,sobretudo nas grandes cidades. 87 Politicas Publicas para Juventude