Buch 
Arenas de ameaça da extrema direita e resiliência democrática
Entstehung
Einzelbild herunterladen
 

Contraestratégias em cada dimensão Tabela 1 Dimensão Estratégia Detalhes e exemplos Dimensão do eleitorado Dissuasão de periféricos para «romper» coalizões de extrema direita Focar em questões existenciais, conflitos distributivos e inseguranças econômicas Reverter ou se opor a cortes nos serviços essenciais Abordar a concorrência no sistema de bem-estar social, a falta de acesso à habitação pública e a insegurança no emprego(p. ex. Cavaillé e Ferwerda 2023) Mobilização de eleitores que não são de extrema direita Organizar protestos e campanhas de conscientização para mobilizar a oposição Demonização Isolamento /cordão sanitário Expor a extrema direita como extremista, e não apenas como«de direita» Impedir que os partidos de extrema-direita entrem no governo Evitar a cooperação com os partidos de extrema direita, pois isso pode levar à normalização e exacerbar a permissividade do sistema Dimensão do sistema partidário Confrontação Evitar copiar a extrema direita em questões que«a pertencem» (p. ex., Abou-Chadi et al. 2021; Halikiopoulou e Vlandas 2022). Comunicar visões partidárias que sejam diferentes das mensagens da extrema direita Organização da oposição parlamentar entre as famílias partidárias Mobilizar coligações parlamentares Enfatizar as distinções entre a centro-direita e a extrema direita Salvaguardas legislativas Implementar práticas como o monitoramento eleitoral e buscar a a organização eficaz da oposição parlamentar(Haggard e Kaufman 2021) Dimensão institucional Respostas judiciais Maximizar a eficácia dos mecanismos judiciais existentes: sanções/proibições legais, processos por infração e litígios em tribunais supranacionais(por exemplo, o Tribunal de Justiça da União Europeia) e nacionais(Blauberger e Kelemen 2016) Salvaguardas da sociedade civil Desenvolver sistemas de alerta precoce, relatórios sistemáticos e campanhas de resposta a emergências para expor violações dos direitos individuais(Haggard e Kaufman 2021) pear o sucesso da extrema direita em múltiplos casos por meio de um formato visual; e formalizar os níveis de ameaça em diferentes cenários, fundamentando cada dimensão em indicadores mensuráveis. Desta for­ma, podemos captar não a magnitude da ameaça, mas também a sua origem. Em outras palavras, se a principal vulnerabilidade ou força em cada caso decorre da base eleitoral, do sistema partidário ou da estrutura institucional. três conclusões principais a partir des­sa análises: (i) Adaptar: não existe uma solução única para todos os casos, que diferentes cenários de ameaça po­dem variar de acordo com o tempo e/ou país, de­pendendo de qual a dimensão mais forte ou mais vulnerável. (ii) Priorizar: podemos então enfatizar contraestraté­gias, dependendo se a principal fonte de vulnerabi­lidade ou força em cada caso(e em determinado momento) provém do apoio eleitoral, da dinâmica partidária ou da fragilidade institucional. (iii) Avaliar: considerar os trade-offs ao decidir qual di­mensão priorizar, pois uma estratégia específica pode ajudar a fortalecer uma dimensão ao mesmo tempo em que enfraquece outra. Arenas de ameaça da extrema direita e resiliência democrática 5