O resultado se deve ao aumento no preço do aço, que beneficiou suas operações no exterior, e ao crescimento da demanda interna na construção civil e na indústria. Na comparação com 2003, o resultado da siderúrgica cresceu 157,9%. Somente no quarto trimestre, o lucro da empresa somou R$ 749,1 milhões, uma evolução de 62,9% sobre igual período do ano anterior. De acordo com cálculos de executivos da empresa, o preço do aço comercializado pela empresa subiu cerca de 26% no mercado interno e as exportações subiram 62% no valor do produto. A alta do aço no mercado internacional ajudou a companhia a elevar a receita com vendas externas, apesar da queda no volume exportado. O grupo Gerdau planeja investir US$ 3,2 bilhões até 2007.Também está a caminho uma reestruturação societária do grupo, que no ano passado anunciou a aquisição de siderúrgicas na Colômbia e nos Estados Unidos. Subiu para 26 o número de usinas localizadas no Brasil, nos EUA, no Canadá, no Chile, na Argentina, na Colômbia e no Uruguai.( Folha de São Paulo, 02/02/05) Projeto abre espaço para flexibilizar os direitos trabalhistas O texto definitivo da reforma sindical, após passar pela revisão da Casa Civil, abre espaço para flexibilizar os direitos dos trabalhadores. Na última versão, foi excluído o"princípio do uso da norma mais benéfica ao trabalhador", o que na prática, estabelece que o que é negociado entre patrões e empregados prevalece sobre a legislação, o que abre uma brecha para alterar a legislação trabalhista. A reforma, que será enviada ao Congresso no dia 2 de março, compreende uma proposta de emenda à Constituição(PEC) e um projeto de lei. A PEC altera quatro artigos da Constituição. Já o projeto de lei tem 238 artigos. O projeto tem quatro pontos principais: a nova estrutura sindical- inclusive com a representação trabalhista dentro das empresas-, as negociações coletivas, o direito de greve e mudanças na legitimidade das ações trabalhistas. De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho(Anamatra), Grijalbo Coutinho, a reforma sindical dá um indicativo da pauta da reforma trabalhista, que só deverá ser enviada ao Congresso depois das eleições de 2006."A reforma sindical sinaliza um modelo de reforma trabalhista que tende a flexibilizar os direitos dos trabalhadores", diz Coutinho. Coutinho garante que o Secretário Nacional das Relações do Trabalho e coordenador do Fórum Nacional do Trabalho, Osvaldo Bargas, havia se comprometido a manter o princípio na reforma. Ele também critica o fim do"princípio da ultra-atividade das normas coletivas". Por esse princípio, todos os direitos e condições firmados num acordo coletivo continuam a valer durante o impasse para a formulação de um novo acordo entre trabalhadores e empregados. Além dessas alterações, Coutinho critica o excesso de regras para as greves. O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, acredita que a preocupação de Grijalbo Coutinho- sobre a retirada do princípio da norma mais benéfica- é infundada."Não há por que criar uma garantia de algo que já está garantido. Esse princípio existe há anos na jurisprudência", diz ele.( fonte: Valor Econômico, 10/02/2005) Fábricas Recuperadas: la organización en cuestión Desde fines de los años ´90 una gran cantidad de empresas fueron recuperadas por sus trabajadores con el objetivo primordial de defender sus fuentes de trabajo y mantenerlas en funcionamiento. En torno al fenómeno que abarca alrededor de 180 unidades productivas en todo el país, se abren un conjunto de procesos sociales, dinámicas políticas, estrategias jurídicas y desarrollos económicos que proporcionan a esta problemática una gran complejidad y riqueza.
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Nr.0(1.-15.Febr.)
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