Los demás países mencionados coinciden en definir a los subsidios aplicados por las potencias a su producción interna como opuestos al libre comercio que esos mismos países pregonan en cuanta exposición concurran. Estas quejas recurrentes no le impiden a la Casa Blanca presionar a todos los países del hemisferio para establecer TCL bilaterales, aunque los estados más débiles del acuerdo no puedan vender lo que producen con eficacia.(APM ,23/01/2007) Empresas do Brasil voltam-se ao Peru Embalados pela aproximação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o recém-eleito Alan Garcia e pelas excelentes condições macroeconômicas de um país que cresce há cinco anos a taxas acima de 5%, grandes empresas brasileiras se preparam para expandir atividades no Peru. Lula deve visitar o país este ano, mas antes disso, até abril, uma missão empresarial coordenada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo(Fiesp) desembarcará em Lima. Em 2006, o crescimento peruano- 7,2%- superou as expectativas principalmente pela demanda interna, segundo dados da Comissão Econômica para América Latina e Caribe(Cepal). No fim de dezembro, Alan Garcia defendeu o livre comércio com o Brasil, uma indicação de que apoiaria esforços diplomáticos para encurtar prazos no acordo já firmado entre o Peru e o Mercosul, que prevê a derrubada de barreiras comerciais a produtos brasileiros no mercado peruano gradativamente, até 2019. Um dos setores que pressionam o governo brasileiro para negociar a redução de prazos e ampliação da abertura de mercado é o automotivo. O presidente da associação do setor, Rogélio Golfarb, classifica a negociação com o Peru como"prioridade", animado com os resultados da ligeira abertura ocorrida naquele mercado, com o acordo automotivo com o Mercosul, que começou a vigorar no fim de 2005. Pelo acordo, só haverá livre comércio de automóveis em 2019 e de autopeças em 2014. Desde janeiro as autopeças têm redução de 15% nas tarifas de importação, que cairão gradativamente. Os automóveis terão vantagens semelhantes a partir de 2009. As vendas brasileiras do setor ao mercado peruano dispararam, de US$ 78,7 milhões em 2003 para quase US$ 215 milhões em 2005. Em 2006, até outubro, estavam em US$ 250,4 milhões, impulsionadas, principalmente pelas vendas de autopeças. Na reunião com a Fiesp, em todos os discursos, Alan Garcia fez questão de ressaltar a "segurança jurídica" do Peru e o interesse do novo governo em aproveitar a onda de crescimento para investimentos sustentados em infra-estrutura, segundo lembra Carlos Cavalcanti. Todas as grandes construtoras brasileiras têm atividades no Peru. Pelo menos quatro grandes construtoras estão trabalhando em trechos da rodovia Interoceânica, ligando o Brasil ao litoral peruano. A garantia de conclusão das obras da estrada feita por Garcia anima exportadores, como os fabricantes de máquinas e equipamentos, que aumentaram em 44% as vendas ao Peru em 2005, embora ainda tenham um volume baixo de exportações ao país, inferior a US$ 150 milhões. A ligação rodoviária, já construída até a fronteira do Acre, demanda, para garantir o acesso rodoviário ao porto peruano de Yurimáguas, a conclusão de cerca de 600 quilômetros de estrada, hoje a cargo de um consórcio liderado pela brasileira Odebrecht, em regime de parceria públicoprivada(PPP). No setor siderúrgico, aliás, desde junho de 2006, a maior siderúrgica peruana, a Siderperu, pertence à brasileira Gerdau, que comprou o controle acionário por US$ 60 milhões e se comprometeu em investir US$ 100 milhões nos próximos cinco anos, para modernização da usina e proteção ambiental. As semelhanças no mercado consumidor peruano atraem também empresas brasileiras de outros setores com planos de expansão pela América do Sul, como a Natura, que desde a década de 80 montou no país uma representação e hoje detém entre 3% e 3,5% do mercado de cosméticos local, que chega a US$ 600 mil. A balança comercial do Brasil com o Peru mostra que o país é um grande mercado para médios e pequenos exportadores brasileiros: quase 70% das operações de exportação ao mercado peruano é de vendas de até US$ 10 mil. As exportações totais mais que dobraram em apenas dois anos: de US$ 631 milhões em 2004, chegaram a US$ 1,33 bilhão até outubro de 2006.( Valor Econômico – Brasil, 02/01/07) 6
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Nr.36(Jan.)
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