Introdução As corporações empresariais multinacionais são os atuais motores da globalização, particularmente a partir da mudança do paradigma produtivo do pós–guerra, representada pela substituição do modelo«Fordista» de produção pelo«Toyotismo», e a reestruturação produtiva neoliberal. Esta mudança provocou profundas transformações no mercado de trabalho, assim como já havia ocorrido em menor proporção no passado, na transição da primeira para a segunda revolução industrial. Hoje não há pleno emprego e as relações de trabalho são cada vez mais fluidas e flexíveis no seu conjunto. A globalização provocou uma divisão na sociedade mundial que alguns denominam de três terços e outros de cinco quintos, embora a lógica seja praticamente a mesma. Esta divisão caracteriza a sociedade composta por um terço de pessoas com bom nível de vida, boa remuneração, alta capacidade de consumo, vivendo em segurança e dispondo de uma eficiente rede de proteção social. O segundo terço seria composto pelos que vivem no limiar da pobreza, que produzem para benefício do primeiro grupo, freqüentemente sob formas informais de trabalho e cuja segurança, bem– estar e proteção social são precários. O último terço é representado pelos excluídos socialmente, onde uma grande parte chega a sobreviver abaixo da linha da pobreza com menos de um dólar por dia. Porém, de alguma forma, exceto os desempregados, quase todos estão inseridos em alguma cadeia produtiva global, desde os empregados e gerentes de empresas multinacionais, passando pelos vendedores de ruas de CD– ROM e MP–3 ou os que trabalham a domicílio para as empresas de vestuário e calçados, até chegar aos coletores de lixo reciclável. 5
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O monitoramento de empresas multinacionais : uma visao do movimento sindical
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