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O monitoramento de empresas multinacionais : uma visao do movimento sindical
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III. Alguns monitoramentos com bons resultados no Brasil O tremendo poder das corporações multinacionais no Brasil, as iniqüidades e a impunidade que grassam num país como o nosso, bem como a realidade das altas taxas de desemprego e informalidade, sugeririam que seria muito difícil desenvolver um sindicalismo autêntico frente a essas empresas com possibilidade de obter con­quistas. Isto é parcialmente verdade, mas apren­demos com as experiências do IOS que muita coisa pode ser feita apesar dos limites que esse poder e a realidade nacional nos impõem. Até o momento, o Observatório Social elaborou aproximadamente 40 relatórios sobre empresas brasileiras, americanas, japonesas e principal­mente européias que atuam na mineração, indústria, serviços e agro–indústria do Brasil. Os principais setores econômicos estudados foram: bancos, comércio varejista, telecomunicações, eletroeletrônico, farmacêutico, higiene, metalúr­gico, mineração, papel e celulose, químico e 18 petroquímico, utilidades públicas, têxtil e vestuário, alimentos e bebidas, automotivo, agri­cultura, entre outros. Os relatórios compreendem a análise do comportamento das empresas desses setores no tocante às normas fundamentais de trabalho da OIT, normas de saúde e segurança dos trabalhadores, responsabilidade social empre­sarial e suas estratégias de desenvolvimento de negócios. Muitos dados são coletados de fontes secundárias, mas as entrevistas com dirigentes sindicais, ativistas e trabalhadores, bem como integrantes da administração das empresas, quando elas aceitam colaborar com as pesqui­sas, são fundamentais. Metodologicamente, a pesquisa é participativa e permite aprofundar a avaliação sobre os pro­blemas detectados por meio de marcos de referência elaborados pelo próprio Observatório