II. O conhecimento e as redes sindicais como eixo das novas estratégias Em primeiro lugar, entender a estratégia das empresas multinacionais é fundamental, e a nova realidade sob a qual elas atuam no sistema internacional aos poucos está promovendo uma mudança também no comportamento das organizações dos trabalhadores. Muitos dirigentes sindicais perceberam que, frente à globalização das decisões sobre investimentos ou encerramento de operações locais, a luta dos trabalhadores perde progressivamente a capacidade de proteger empregos e direitos sociais e sindicais se for restrita às fronteiras nacionais. O movimento sindical depara–se com um paradoxo. De um lado, a OIT busca reforçar o seu papel na promoção das normas fundamentais de trabalho e houve um crescimento do número de acordos e protocolos internacionais, definidos por organizações multilaterais internacionais, em defesa de melhores condições de vida e de trabalho para as comunidades onde as empresas multinacionais estão instaladas, como as Diretrizes para Empresas Multinacionais da OCDE(Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Pacto Global da ONU, entre outros. Sem falar na repercussão que a responsabilidade social empresarial vem assumindo nos últimos tempos. De outro lado, a realidade limita o poder de barganha dos sindicatos no plano local, pois as formas tradicionais de luta dos trabalhadores demonstram–se menos eficazes para atingir seus objetivos. Portanto, os trabalhadores necessitam transnacionalizar suas ações como forma de garantir a eficácia destas, restabelecendo a sua capacidade de mobilização e negociação para preservar empregos, salários e direitos sociais. Se as decisões são tomadas no exterior, os sindicatos têm que alcançar esse espaço também. 13
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O monitoramento de empresas multinacionais : uma visao do movimento sindical
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