Conclusão. Da eficácia do monitoramento Até o presente momento, tivemos a oportunidade de acompanhar o comportamento e as políticas de cerca de 40 empresas, em sua maioria multinacionais que representam aproximadamente 10% das maiores que atuam no Brasil. Ainda é um número pequeno para possibilitar traçar uma tendência, mas ao menos permite avaliar as possibilidades para os sindicatos com certo grau de otimismo. A estratégia sindical para enfrentar o poder das empresas multinacionais deve ir muito além da simples representação e capacidade de mobilização dos locais de trabalho que conforma o sindicalismo tradicional. Ela deve começar pelo conhecimento da estratégia das empresas e pelo seu monitoramento permanente, mas a questão– chave é o que se faz com as informações. Elas devem ser adequadas para fundamentar denúncias junto à justiça local, junto à OIT de maneira geral e junto ao seu Comitê de Liberdade Sindical, se envolverem problemas desta ordem, e junto ao PCN das Diretrizes para Empresas Multinacionais da OCDE. As informações também são importantes para embasar as negociações com as empresas e para estabelecer pontos de ação comum com outras organizações sociais, em particular o diálogo com os consumidores, que têm enorme poder de pressão sobre as empresas ao deixarem de adquirir determinado produto por alguma razão, inclusive ética. Por isso é importante que as informações sejam objetivas e que tenham a maior divulgação possível. O conhecimento sobre a estratégia internacional das empresas e sua atuação em diferentes países também é fundamental para estabelecer comparações e embasar o trabalho conjunto 23
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O monitoramento de empresas multinacionais : uma visao do movimento sindical
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