1.2 Adaptação à indústria 4.0 Um novo desafio para os sindicatos do setor automotivo no Brasil A história do Brasil contribuiu para que os sindicatos estivessem preparados para os desafios da digitalização e o futuro do trabalho. Por Mathilde Dorcadie 1 O sindicalismo no Brasil compartilha uma longa história em comum com a indústria automotiva, em especial na região do ABC da Grande São Paulo com as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano onde estão sediadas centenas de fábricas. Fundada em 1983 no ABC, a Central Única dos Trabalhadores(CUT) é hoje a maior e mais poderosa organização de trabalhadores do país contando com quase 8 milhões de trabalhadores e trabalhadoras associados e 3.960 entidades filiadas. A região do ABC é também o berço do Partido dos Trabalhadores(PT) e o lar do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC(SMABC), um dos sindicatos mais importantes do Brasil com uma história de liderança em algumas das maiores greves do país. Igualmente foi aqui que o ex-presidente Lula alcançou suas primeiras conquistas como líder sindical quando era presidente do SMABC. A região do ABC ainda é o bastião do sindicalismo brasileiro, mas devido às profundas mudanças na indústria automotiva global nos últimos anos, é também a região onde os impactos da transformação digital sobre os trabalhadores sindicalizados merecem uma análise mais detalhada. 1 Mathilde Dorcadie é editora da versão francesa da Equal Times. Durante anos trabalhou como correspondente para a mídia francesa no Brasil e no Oriente Médio. Como jornalista freelance trabalhou para a Agence France Presse e diversos canais de televisão, revistas e jornais. Seção 1/ 1.2 17
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Sindicatos em transformação 4.0 : histórias de sindicatos enfrentando o novo mundo do trabalho
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