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Progressismo e politica de comunicações : mãos à obra
Entstehung
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INTRODUÇÃO Nos últimos tempos, as relações entre política e comunicação têm constituído um tema que está na moda e, como tal, é abordado de ângulos muito diversos e com níveis de profundidade variados. Nós, através desta publicação, pretendemos entrar em um território provavelmente pouco sedutor desse vínculo e, certamente, bastante difícil para as esquerdas democráticas: a relação entre políticas de comunicação e governos progressistas em nossa região do Cone Sul. Entre o entorno midiático livre, independente e pluralista que a UNESCO assinala como imprescindível para fomentar a democracia, e as realidades que observamos em nossos países, abre-se um abismo, marcado por níveis inusitados de concentração da propriedade dos meios de comunicação e o abuso do conceito de liberdade de expressão como escudo contra toda tentativa reguladora. Por meio desta publicação procuramos, justamente, oferecer elementos para compreender como foi se conformando esse abismo, e dar ao mesmo tempo algumas pistas que possam sugerir melhores caminhos em termos de qualidade das nossas democracias. Para começar, quando alguém tenta falar sobre políticas de comunicação fora do âmbito dos especialistas na matéria o tema deriva ou se confunde imediatamente com questões de comunicação política. O real e o suposto potencial desta última, seus segredos e truques, além das fantasias nela depositadas, são o que preocupa a classe política. É precisamente a essa confusão, e à necessidade de distinguir os diferentes campos de análise e ação política supostos pelos citados conceitos, que se referem o primeiro e o último artigo desta publicação, ambos orientados 11