Druckschrift 
Progressismo e politica de comunicações : mãos à obra
Entstehung
Einzelbild herunterladen
 

COMUNICAÇÃO(ÕES) NA AMÉRICA LATINA: MAIS DO QUE MÍDIA E CAMPANHAS Por Claudia Lagos Lira e Victoria Uranga Harboe Posso imaginar La República sobrevivendo até a um Golpe militar, a uma ditadura. Não importa as concessões que haja que fazer. Nenhuma causa é suficientemente importante para pôr em risco La República. Nossa causa é de longo prazo, porque trabalhamos sobre as consciências e as consciências mudam aos poucos, mas para jamais voltarem atrás. Cuidemos do fundamental, que é La República. Esqueçamos o circunstancial que é o modo como a sociedade ou os grupos protestam ou enfrentam o governo. La Guerra de Galio, Héctor Aguilar Camín(1994: 188). Na era da informação, governar é comunicar. Steven Griner e César Arias(2008: 29). INTRODUÇÃO A combinação de partidos progressistas e meios de comunicação tem resultados diversos, mas também constantes que oferecem lições para observar o presente e delinear o futuro. Ao falar de políticas de comunicação e, em particular, das relações do mundo político com os meios de comunicação, o progressismo tem se tornado conservador no sentido mais estrito do termo: isto é, que não modifica o estado das coisas ou, no máximo, faz pequenos ajustes. Isso pode ser um sintoma do enfraquecimento desse setor político ou de uma retroalimentação necessária de aprendizagens que revitalizem as relações com a cidadania. É importante assinalar que a reflexão que propomos neste texto surge do seminárioPartidos políticos progressistas e meios de comunicação no Cone Sul, realizado em dezembro de 2010 e organizado pela Fundação Friedrich Ebert em 85