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Progressismo e politica de comunicações : mãos à obra
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GOVERNOS PROGRESSISTAS E POLÍTICAS PÚBLICAS DE COMUNICAÇÃO UMA APROXIMAÇÃO REGIONAL PARA PROVOCAR A REFLEXÃO Por Gustavo Gómez Germano A situação herdada por diversos partidos progressistas do Cone Sul ao assumirem o governo incluía uma forte concentração da propriedade e controle dos meios de comunicação, um sistema de mídia essencialmente comercial, com uma presença do setor público muito fraca(quando existia); donos historicamente vinculados a partidos de direita, e uma exclusão(e até mesmo perseguição) dos meios de imprensa alternativos ou comunitários. Após vários anos de governos progressistas na região, o dado relevante é que a grande concentração da mídia não foi alterada e, inclusive, em alguns casos, foi ampliada. Os avanços em matéria de democratização das comunicações têm sido muito pobres. Quais foram as principais políticas e ações desenvolvidas pelos governos progressistas nessa matéria? O que se propuseram fazer e não puderam? Por que não puderam fazê-lo? Essas são algumas das perguntas que me coloquei para guiar a elaboração deste ensaio. A primeira conclusão é pessimista: esses governos foram muito cautelosos para se decidirem a fazer qualquer coisa e, de modo geral, não desenvolveram políticas de comunicação quando assumiram a administração do Estado. Em alguns casos, a situação parece estar mudando ultimamente. Mas foi necessário que passassem anos, e às vezes muitos anos, para que começassem a adotar ações concretas e claras para garantir a diversidade e o pluralismo no sistema midiático, para tentar fazer retroceder a concentração de meios de imprensa, garantir a igualdade de oportunidades para o acesso às frequências de rádio e TV, e para promover a existência de mídias comunitárias, para citar alguns dos desafios mais claros de uma agenda progressista para democratizar a comunicação. 15