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O espantalho do comunismo: compreender e confrontar a retórica anticomunista na política contemporânea
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4. Reconhecer a heterogeneidade das atitudes anticomu­nistas . Nem todos os anticomunistas são de extrema di­reita. O anticomunismo afetivo pode coexistir com valo­res centristas ou mesmo liberais, especialmente em paí­ses como a Itália ou o Peru. As amplas coligações devem se concentrar em conciliar preocupações como a segurança ou a identidade nacional sem ceder terre­no à estigmatização ideológica. 5. Desenvolver narrativas proativas em torno da de­mocracia e do pluralismo . Em vez de adotar uma postura defensiva, os atores políticos devem formular suas propostas como fundamentadas em princípios democráticos, inclusão cívica e renovação nacional. Esse enquadramento reduz a vulnerabilidade das agendas de esquerda e de centro à estigmatização. Conclusão: do espantalho à estratégia O anticomunismo continua sendo uma arma política pode­rosa, não porque o comunismo represente uma ameaça real, é claro, mas porque a ideia do comunismo ainda serve como um inimigo versátil. Como os dados mostram, o anti­comunismo afetivo e instrumental estrutura o compor­tamento do eleitor em diversos contextos. A extrema direi­ta entende isso e explora essa situação. O desafio para os atores democráticos é compreender, confrontar e, em última instância, neutralizar o«espanta­lho» ou bicho-papão do comunismo. Não por meio da negação ou da rejeição, mas por meio do engajamento es­tratégico, da reformulação da narrativa e da compreensão das atitudes. Fantasmas podem não ser reais, mas ainda têm o poder de aterrorizar. O espantalho do comunismo 5